quarta-feira, 4 de março de 2009

ESTUDOS COMPROVAM QUE LEITE AJUDA A PROVOCAR OSTEOPOROSE E OUTRAS DOENÇAS GRAVES

Estudos Comprovam Que Leite Ajuda A Provocar
Osteoporose E Outras Doenças Graves



Introdução:

O ser Humano é o único animal no planeta que continua a ingerir leite depois de se tornar um adulto. No entanto, o organismo adulto humano já não está preparado para ingerir leite, muito menos o leite de outras espécies que não está adaptado para o corpo humano, mas sim para o organismo da sua espécie.

Ao contrário do que a indústria dos lacticínios dá a indicar em seus anúncios mediáticos (televisão, jornais, revistas, rádio, etc) e, através de alguns médicos e nutricionistas enganados (por desinformação) ou "comprados" (por corrupção) pela propaganda dessa mesma indústria, o leite de origem animal não só não é um bom "alimento" para humanos, como não ajuda a evitar a osteoporose e, pelo contrário, ajuda a provocar a mesma, para além de outras doenças graves como alguns tipos de cancros.

Para saber porque o leite provoca problemas de saúde, leia os artigos científicos abaixo indicados e conheça a verdadeira realidade deste "alimento" e os profundos interesses económicos por detrás do mesmo.




Ética - A extrema crueldade feita para com os animais para a produção de leite

Saiba mais vendo estes vídeos:
http://video.google.com/videoplay?docid=195777870900147944
http://video.google.com/videoplay?docid=-239204330856039070





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Não beba leite, pela sua saúde!

Tem-se verificado que existe uma relação estreita entre o consumo de produtos lácteos (leite, manteiga, queijo, etc.) e vários tipos de cancro, diabetes, osteoporose, doença coronária e outros problemas relacionados com intolerâncias e alergias graves. Tanto o cancro da mama como o da próstata estão relacionados com o consumo deste produto.

Esta íntima relação explica-se através de um aumento da quantidade, no organismo humano, de uma substância designada de factor de crescimento semelhante à insulina-I (IGF-I) encontrada no leite de vaca. Esta substância pode também ser encontrada, em elevadas quantidades, na corrente sanguínea de indivíduos consumidores regulares deste tipo de leite. Estudos recentes comprovam que homens com elevadas concentrações sanguíneas de IGF-I, apresentam quatro vezes mais probabilidades de virem a sofrer de cancro da próstata do que outros indivíduos com concentrações sanguíneas de IGF-I mais baixas. Também o cancro do ovário está relacionado com o consumo de produtos lácteos: o açúcar do leite, quando desdobrado no organismo humano, dá origem a outro açúcar mais simples, designado por galactose, que, por sua vez, é também desdobrado por várias enzimas. Quando o consumo destes produtos excede a capacidade destas enzimas para desdobrarem a galactose, esta pode circular na corrente sanguínea, o que poderá, a longo prazo, afectar os ovários. Mulheres consumidoras de leite de origem animal apresentam três vezes mais probabilidades de virem a sofrer de cancro nos ovários.

A diabetes insulino-dependente está também relacionada com o consumo de leite e produtos lácteos. Pesquisadores encontraram uma proteína característica dos produtos lácteos que provoca uma reacção auto-imune, que, por sua vez, afecta as células do pâncreas, afectando, por isso, também, a capacidade do organismo de produzir insulina.

O leite e seus equivalentes e derivados são frequentemente recomendados para prevenir a osteoporose. Contudo, pesquisas e estudos demonstram que o risco de fractura óssea é igual em consumidores de leite de origem animal e em não consumidores deste produto. Assim, ficou provado por vários estudos que, na prevenção da osteoporose, é fundamental reduzir os factores descalcificantes, tais como o consumo de sal e de proteína animal – em vez de manter ou aumentar o consumo de cálcio através de lacticínios (que contêm proteína animal).

A doença cardiovascular é uma das doenças que está mais relacionada com o consumo de produtos lácteos, pois têm elevadas quantidades de gordura saturada e colesterol, aumentando imenso as probabilidades de quem consome estes produtos vir a sofrer de doença coronária.

Os sintomas da intolerância à lactose são diarreia, flatulência e distúrbios gastrointestinais, e surgem devido à ausência, no organismo humano, de enzimas capazes de actuar na digestão do açúcar do leite. Esta ausência é um processo natural que ocorre no organismo, pois os humanos são mamíferos e os mamíferos não necessitam de consumir leite durante a vida adulta (menos ainda de outras espécies). Humanos que insistem em consumir leite após o seu desmame forçam o organismo a continuar a produzir estas enzimas, daí ser tão comum encontrar pessoas intolerantes à lactose.

O consumo de lacticínios não está só relacionado com doenças e alergias – os agentes contaminantes encontrados em várias amostras de leite são um grave problema para a saúde humana. A indução artificial da produção de leite conduz a inflamações graves nas glândulas mamárias dos animais, que requerem tratamento à base de antibióticos. Vestígios destes antibióticos, bem como de pesticidas e outros medicamentos, são encontrados em leites e outros produtos derivados.

Uma dieta alimentar diária livre de produtos lácteos contribui para a redução da perda de cálcio, diminuindo o risco de osteoporose. A alimentação vegetariana oferece todo o cálcio necessário, a partir de alimentos ricos em antioxidantes, fibra, ácido fólico, hidratos de carbono complexos, ferro e outras vitaminas e minerais importantes, que não são encontrados em lacticínios.

Fontes: http://www.sejavegetariano.org/index.php?option=com_content&task=view&id=31




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Leite de vaca - Um perigo de saúde

O leite de vaca é um fluído insalubre, que contém uma gama ampla de substâncias inconvenientes. O seu consumo prolongado tem um efeito comulativo prejudicial. Com 59 hormonas activas, vários alérgenos, gordura e colesterol, a maior parte produzida mostra ainda quantidades mensuráveis de herbicidas, pesticidas, dioxinas (até 2.200 vezes o nível aceitável), até 52 antibióticos poderosos, sangue, pus, fezes, bactérias e vírus. Pode conter resíduos de tudo o que a vaca come. Inclusive coisas como restos radiativos de testes nucleares.

Combustível do cancro

Das 59 hormonas do leite, uma é um poderoso auxiliar do crescimento, de seu nome IGF-1 (Insulin-like Growth Factor One - Factor de Crescimento similar à Insulina). Por uma curiosidade da natureza ele é idêntico
entre vacas e seres humanos. Segundo especialistas em medicina, é concensual que o IGF-1 é um factor-chave na aceleração do crescimento e na proliferação dos cancros da mama, da próstata e do cólon. Provavelmente actua também como catalisador no desenvolvimento de outras formas de cancro.

O IGF-1 é um constituinte de todo o leite de vaca, visto que se é desejável que o recém-nascido cresça com rapidez. Evidentemente que, se entrarmos em linha de conta que uma percentagem significativa da população (50% nos USA) se debate com problemas de obesidade, a presença de IGF-1 no leite pode já não ser vista com tão bons olhos.

Um caso flagrante sobre este assunto é o da indústria química Monsanto, fabricante de produtos como DDT, agente laranja, Roundup e outros. Esta empresa gastou cerca de meio bilião de dólares para inventar uma injeção que fizesse as vacas produzir mais leite.
Infelizmente o produto final (Posilac, rbGH, injectável) revelou cinco erros que levaram à proibição do uso de rbGH no Canadá. Ainda assim, o relatório que os descrevia (Richard, Odaglia & Deslex, 1989) foi oculto pela lei de Segredo Comercial de Clinton. Os canadenses puderam, em bom tempo, ler deste relatório o bastante para proibir o rbGH em seu país. O Posilac da Monsanto leva a um acréscimo de IGF-1 no leite até 80%.

A FDA (Food and Drugs Administration - Departamento de Alimentos e Remédios dos Estados Unidos) insiste que o IGF-1 é destruído no estômago. Por outro lado, estudiosos da questão insistem que nesse caso a amamentação não faria sentido, por não ter qualquer eficácia. A afirmação da FDA é ridícula, porque é o IGF-1 que faz o bezerro crescer a uma taxa tão elevada nas primeiras semanas de vida.

Aumento do IGF-1
A fim de se entender melhor o papel deste químico, foi realizado um estudo com dois tipos de consumidores: um bebendo 360g de leite por dia, outro a porção recomendada pela USDA (recomendação nutricional diária dos Estados Unidos) de 720g (três chávenas).
Neste estudo observou-se que os participantes que consumiam 360g de leite pro dia tiveram um aumento de 10% no nível de IGF-1.

Quantidade:
Todos os lacticínios em geral, por derivarem do leite, podem ser fonte do mesmo problema. O queijo, por exemplo, contém os mesmos constituintes do leite numa proporção de 10 para um. São necessários 10 quilos de leite para fazer um quilo de queijo. E quanto à manteiga, conta com cerca de 21 vezes o que estiver contido nas moléculas de gordura da mesma quantidade de leite.

Gordura:
Muita gente suspeita que a manteiga é só gordura, mas não tem idéia de quanta gordura existe no leite e no resto dos laticínios.
Os produtos que usam derivados do leite (caseína, soro, lactose) são provavelmente uma causa importante de problemas de peso e saúde.

Leite integral: 49% das calorias vêm da gordura.
Leite meio-gordo (2%): 35% das calorias vêm da gordura.
Queijo cheddar: 74% das calorias vêm da gordura.
Manteiga: 100% das calorias vêm da gordura.

Cálcio:
Uma pergunta que deve ser feita é: onde é que as vacas arranjam cálcio para terem ossos tão grandes? A resposta é simples: sim, das plantas! E as mesmas plantas fornecem-lhes ainda uma boa quantidade de magnésio, necessário para a absorção e o uso do cálcio.

O cálcio do leite de vaca é basicamente inútil. O leite tem conteúdo insuficiente de magnésio (11% do que seria necessário para a mesma quantidade de cálcio). Igualmente, para a boa absorção de cálcio é importante a presença da vitamina D, que nós, humanos, produzimos pela simples exposição à luz solar. As nações com mais alto nível de consumo de leite e laticínios também têm o maior nível de osteoporose, como atestado por um estudo desenvolvido por 78.000 enfermeiras num período de 12 anos.

Segundo a USDA, 240g (uma xícara) de leite contém:
Cálcio (Ca) - 291,336 mg
Magnésio (Mg) - 32,794 mg

A USDA recomenda 1200 mg de cálcio por dia. As três xícaras de leite diárias recomendadas pela USDA só contêm 900mg de cálcio. Alguns argumentam que só se precisa de 1/3 do magnésio. A mãe natureza parece indicar que a proporção deveria ser 1:1. Se a proporção para a absorção adequada fosse de 1/3 de magnésio para 1 de cálcio, então apenas 300mg daqueles 900mg de cálcio seria utilizável. Se, na verdade, a proporção for de 1:1... só 98,38mg do cálcio é aproveitável.

Proteínas:
O leite pode ser considerado "carne líquida", pelo seu alto conteúdo de proteína. Na realidade, o excesso de proteínas pode que, em conjunto com outras proteínas, pode provocar a perda de cálcio do corpo. Países que consomem dietas ricas em proteínas (carne, leite e laticínios) têm as taxas mais altas de osteoporose.

80% da proteína do leite é caseína. A caseína é um aglutinante poderoso. Um polímero usado para fazer plásticos e uma cola óptima para mobílias resistentes ou rótulos de cerveja. É usada como aglutinante em milhares de alimentos industrializados, como "caseinato de _qualquer_ coisa_".

Bactérias:
Permite-se que haja fezes no leite de vaca. Esta é uma grande fonte de bactérias, como não poderia deixar de ser. Normalmente o leite é pasteurizado mais de uma vez antes de chegar à tua mesa - cada vez durante 15 segundos à temperatura de 72°C. Por contraposição, para esterilizar a água exige-se que ela seja fervida (100°C) por vários minutos. Por outro lado, à temperatura ambiente o número de bactérias no leite duplica a cada 20 minutos.

Pus:
Um centímetro cúbico de leite de vaca comercial pode ter até 750.000 células somáticas (mais conhecidas como pus) e 20.000 bactérias vivas, antes de ser retirado do mercado.
Isso chega a espantosos 20 milhões de bactérias bem vivinhas e a 750 milhões de células por litro.

1 chávena = 236,5882 cm3 (centímetros cúbicos) ~ 177.441.150 células de pus e 4.731.600 bactérias
A ingestão diária "recomendada" para um adulto é de três vezes esta quantidade.

A Comunidade Europeia e o Canadá só permitem 400.000.000 (quatrocentos milhões de) células de pus por litro. Em geral esses níveis são mais baixos, mas PODEM chegar a este nível e ainda assim chegar à tua mesa.

Colesterol:
O conteúdo de colesterol de três chávenas de leite é igual ao de 53 fatias de bacon. Não muito dietético, concerteza!

Vitamina D:
A vitamina D (essencial à fixação do cálcio nos ossos) é geralmente derivada de um animal. A reação à luz do sol que converte 7-dehidroicolesterol em vitamina D-3 é uma reação química "pura" que acontece em determinadas células da pele. (Daqui a importância acrescida para os veganos da exposição ao sol).
A vitamina D-3 vem, tipicamente, de quatro fontes diferentes: pele de porco, pele de ovelha, fígado de peixe cru e cérebro de porcos. Na maior parte dos casos a vitamina D-3 é extraída da pele de porcos e vendida a fábricas de laticínios.
Existe também vitamina D-2, produzida em laboratório, que pode ser ou não de origem animal.

Constituição do leite:
água: 87%
gordura: 3,25% (se for leite completo, ou gordo)
caseína: 4%
outras proteínas: 1%
outras substâncias: 4,75%


Fonte: http://www.centrovegetariano.org/Article-10-Leite%2Bde%2Bvaca.html
Mais dados: http://www.centrovegetariano.org/Article-9-Lactic%25EDnios%2Be%2Bc%25E1lcio.html


Referências:
http://www.notmilk.com
http://www.notmilk.com/igf1time.txt (Sobre IGF-1)
http://www.notmilk.com/deb/030799.html (Artigo sobre o estudo das 78,000 enfermeiras)
http://www.notmilk.com/deb/092098.html (Sobre cálcio e doenças dos ossos)
http://www.notmilk.com/badbones.html (Sobre doenças dos ossos)
http://www.notmilk.com/bonehead.txt (Sobre doenças dos ossos)
http://www.notmilk.com/calcium/index.html
Marian Herbert, da Workshop de Vitamina D da Universidade da Califórnia




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Leite e Osteoporose: os ossos da controvérsia

Contrariamente à onda publicitária do meio médico, na verdade os hormônios sintéticos, os laticínios e a maioria dos suplementos de cálcio enfraquecem os ossos e têm outras influências negativas sobre a saúde.

Extraído de Nexus Magazine, volume 5, número #6 (outubro-novembro de 2000). PO Box 30, Mapleton Qld 4560 Australia. nexus@peg.apc.orgEste endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo Telefone: +61 (0)7 5442 9280; Fax: +61 (0)7 5442 9381 De nossa página na internet: http://www.nexusmagazine.com

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UMA NOVA DOENÇA, UMA NOVA OPORTUNIDADE COMERCIAL

Hoje em dia, a osteoporose é notícia - e negócio. Como doença, saiu da obscuridade há apenas duas décadas para tornar-se uma preocupação das mulheres de todo o mundo industrializado. Campanhas publicitárias nos meios de comunicação e folhetos nas salas de espera dos médicos e nas farmácias alertam as mulheres o tempo todo para o perigo do sumiço da massa óssea.

A onda de propaganda anuncia que uma em cada duas mulheres com mais de 60 anos vai provavelmente esfarelar-se com uma fratura osteoporótica (mas um homem de cada três também terá osteoporose); que a incidência de fraturas de quadril excede a de câncer de mama, colo e útero combinados; e que 16% das pacientes que sofrem fraturas de quadril morrerão dentro de seis meses, enquanto 50% exigirão cuidados constantes a longo prazo1.

As estatísticas também dizem que, nos Estados Unidos, mais de 20 milhões de pessoas têm osteoporose e cerca de 1,3 milhão por ano sofrerão fratura óssea em decorrência da doença. Em 1993 os Estados Unidos sofreram a perda estimada de 10 bilhões de dólares devido à perda de produtividade e ao custo do tratamento de saúde relativos à osteoporose. Contudo, é importante examinar estas estatísticas dentro de seu contexto. Embora seja verdade que ocorram mortes de homens e mulheres que sofreram fraturas de quadril, em geral essas pessoas são muito idosas e fracas. As pessoas que morrem de fraturas de quadril não só são as mais fracas como também sofrem de outros problemas.

As mulheres são bombardeadas o tempo todo com a mensagem de que a guerra à perda óssea deve incluir suplementos de cálcio e o consumo diário de alimentos ricos neste mineral, principalmente laticínios. Os médicos recomendam insistentemente às mulheres que passaram pela menopausa o uso a longo prazo de estrogênio (sintético) e, se mais ajuda é necessária, indicam o uso de drogas que estimulam a formação óssea, como o Fosamax. Assim, asseguram à mulher que, armada com este arsenal poderoso, ela poderá andar ereta, sem risco de fraturas, até o fim de sua vida. Infelizmente, isto está longe da verdade.

Na verdade, os tratamentos mais populares para a osteoporose são perigosos para a saúde da mulher. Sabe-se que o estrogênio sintético é uma droga carcinogênica. A maioria dos suplementos de cálcio é não só ineficaz na reconstrução óssea como podem levar realmente a deficiências minerais, à calcificação das articulações e a pedras nos rins. E, ao contrário da crença popular, já se provou que os laticínios são uma das causas principais de perda óssea.

A INDÚSTRIA DA OSTEOPOROSE: UMA ALIANÇA IMORAL

A osteoporose fez brotar uma indústria de crescimento fenomenal. A venda de um único remédio à base de estrogênio, o Premarin, atingiu 940 milhões de dólares em 19963. A indústria americana de laticínios floresce com sua receita anual de 20 bilhões de dólares4. E a venda de suplementos de cálcio está numa espiral ascendente rumo às centenas de milhões de dólares.

A indústria da osteoporose criou não só um imenso mercado para seus produtos; foi também especificamente projetada para atingir as mulheres. É óbvio que a amedrontadora campanha publicitária da osteoporose como "ladrão silencioso" que ataca os ossos das mulheres já se pagou. Infelizmente, as mulheres, inocentes, não sabem que, na verdade, estão sendo atacadas por uma aliança imoral das empresas farmacêuticas, dos profissionais da medicina e da indústria de laticínios, que orquestraram uma das manobras propagandísticas mais bem sucedidas e planejadas da história.

Ao distorcer os fatos, manipular as estatísticas e ocultar pesquisas científicas na busca do lucro, mais uma vez esta poderosa aliança pôs vidas em perigo ao expor as mulheres à incidência crescente de doenças como câncer de mama e ovário, derrames, males do fígado e da bexiga, doenças coronarianas, alergias, pedras nos rins e artrite.

AS RAÍZES DO EMBUSTE

A Segunda Guerra Mundial anunciou um importante ponto de virada na medicina. Antes da guerra, as empresas farmacêuticas eram, em sua maioria, pequenos negócios envolvidos principalmente na fabricação de fórmulas à base de ervas. O surgimento de uma ciência mais sofisticada depois da guerra mudaria para sempre a face da medicina. Segundo Sandra Coney, autora de The Menopause Industry (A indústria da menopausa): "Utilizando o poder e o prestígio da ciência, a medicina entrou numa nova era 'moderna', tornando obsoleta a abordagem das 'mãos que curam'. A medicina poderia desenvolver uma tecnocracia na qual os especialistas estivessem armados com a química e a maquinaria."5

O desenvolvimento de hormônios sintéticos acompanha o crescimento da indústria farmacêutica. A criação do primeiro estrogênio sintético, o dietil-estilbestrol (mais conhecido como DES), seguida de perto pela descoberta de um processo para sintetizar hormônios esteróides a partir da urina de éguas grávidas (o remédio é conhecido nos Estados Unidos como Premarin), trouxe finalmente ao mercado uma fonte barata de estrogênio.

A introdução de anticoncepcionais orais em 1960 deu início ao primeiro uso disseminado dessas drogas por mulheres. Poucos anos depois, em 1966, as mulheres em menopausa tornaram-se o foco da indústria que não parava de crescer. O mito infeliz de que todas as mulheres na menopausa sofreriam destruição e ruína totais de seus corpos e mentes sem suplementação de estrogênio espalhou-se como fogo de palha nos países industrializados. Foi o paraíso para a indústria farmacêutica, pois as mulheres acorreram a tomar esta suposta pílula da "fonte da juventude".

Embora tenha havido alertas esporádicos a respeito do estrogênio durante quase 30 anos, na prática a corrida ao lucro ignorou-os. Sabia-se, em especial, que a estrona, forma de estrogênio contida no Premarin, podia ser associada ao desenvolvimento de câncer do endométrio (revestimento do útero).

Sandra Coney escreve: "Já em 1947, um jovem pesquisador da Columbia University, dr. Saul Gusberg, relatou que havia um fluxo constante de usuárias de estrogênio fazendo curetagem para diagnóstico de sangramentos anormais. Os resultados patológicos das curetagens mostraram superestimulação do endométrio."6

A bolha explodiu em 1975 com a publicação de um estudo importante na prestigiosa revista New England Journal of Medicine que demonstrava que o risco de câncer do endométrio aumentava 7,6 vezes em mulheres que usavam estrogênio. Usuárias de longo prazo corriam risco ainda maior. As mulheres que usavam estrogênio há sete ou mais anos tinham probabilidade de desenvolver câncer do endométrio 14 vezes maior do que as que nunca usavam o hormônio.

Naquele mesmo mês, dados do registro de câncer da Califórnia confirmaram a descoberta. Entre as mulheres brancas com 50 anos ou mais, houvera um aumento de mais de 80% do câncer de endométrio entre 1969 e 1974.8

Cresciam as provas dos perigos do estrogênio. Além do câncer de endométrio, o estrogênio foi ligado também ao câncer de mama e de ovário, aos males do fígado e da bexiga e ao diabetes. Surgiram mais questões a respeito de outros possíveis efeitos colaterais.

O Premarin, estrela em ascensão da fábrica Ayerst, começou a sofrer um sério declínio, assim como o lucro da empresa. Houve uma queda dramática das indicações de uso de hormônios no mundo todo. O uso de estrogênio caiu 18% de 1975 a 1976 e mais 10% de 1976 a 1977.9

A ARTE DE MANIPULAR A PERCEPÇÃO

Algo tinha de ser feito para salvar um mercado tão lucrativo. Como o estrogênio isolado era acusado de causador do câncer de endométrio, as empresas farmacêuticas, reconhecendo o erro da recomendação de estrogênio isolado às mulheres com úteros intactos, tentaram consertar o fiasco adicionando-lhe uma progesterona sintética, a progestina. Argumentou-se que a progestina protegeria o útero dos efeitos proliferativos do estrogênio (como acontece na natureza), embora não tenham sido realizados estudos de longo prazo para provar a segurança da combinação de progestina e estrogênio. Assim, surgiu a terapia de reposição hormonal (TRH) - terapia de estrogênio em nova embalagem.

Contudo, as mulheres começavam a questionar a sério o problema do uso de hormônios sintéticos, e assim a indústria farmacêutica precisou encontrar uma razão irresistível para atraí-las de volta aos hormônios. A osteoporose, doença de que 77% das mulheres da época jamais tinham ouvido falar, estava à espera nos bastidores. Como explica Sandra Coney: "Com o objetivo de reabilitar a TRH, as mulheres foram sido submetidas a uma 'campanha cuidadosamente orquestrada' para advogar o estrogênio como forma de prevenção da osteoporose."10

Para alterar a percepção dos hormônios pelo público e exonerar seus efeitos ameaçadores sobre a vida, foi preciso criar algumas pré-condições: a gravidade da osteoporose tinha de ser imposta; as mulheres precisavam compreender que ela era a "sua" doença; a menopausa tinha de ser definida como causa principal; e as mulheres tinham de considerar trivial o risco de câncer, quando comparado aos benefícios.

Na literatura médica, a osteoporose era originalmente considerada um problema dos ossos, e não das mulheres. Examinando-se as fraturas de quadril em termos de efeitos sobre o indivíduo e custos para o país, os homens têm metade das fraturas das mulheres e maior probabilidade que as mulheres de morrer em decorrência delas. Mas pouco se fala sobre homens e osteoporose. O "fator masculino" foi intencionalmente deixado de lado porque não se ajustava à redefinição do mal como doença feminina causada por falta de estrogênio. Esta estratégia foi necessária para promover a TRH.

Para conseguir isso, a Ayerst contratou uma grande empresa de relações públicas para vender a osteoporose. Eles tinham muito trabalho a fazer. Foi lançada uma grande campanha publicitária dirigida às revistas femininas. Médicos especialistas foram enviados para pregar o evangelho da TRH e da osteoporose em programas de rádio e televisão. Trabalhadores da saúde foram alistados para passar a mensagem a médicos e consumidores. Uma velha desfigurada, corcunda e curvada, foi o símbolo da tática de choque da campanha, e conseguiu instilar o medo no coração das mulheres. Comentários como "A invalidez que a osteoporose pode causar é muito mais grave que o suposto risco de câncer do endométrio"11 e "Mesmo que você tome estrogênio sem progesterona, tem 15 vezes mais chance de morrer de fratura de quadril que de câncer do endométrio"12 foram usadas para seduzir as mulheres a voltar aos hormônios.

A campanha inspirada pela indústria farmacêutica para revender o estrogênio com uma imagem mais limpa foi espantosamente bem sucedida. Sandra Coney observa: "Na década de 90, é total a reorientação da osteoporose como doença feminina. Hoje é obrigatório incluir a osteoporose como "sintoma" importante em qualquer discussão da menopausa. Ao convencer o público e os médicos de que a osteoporose é um distúrbio incapacitante e 'assassino' e que o estrogênio é a única cura, a TRH imbuiu-se de um tipo de santidade. A TRH oferece a salvação onde ela não existe, resgatando as mulheres de um destino impensável de velhas caducas e deformadas. Em vista disso, como alguém seria ingrato a ponto de levantar a questão do risco?"13

O bom senso foi jogado pela janela no caso da terapia hormonal. Não houve discussão da sabedoria ou da ética de medicar um número imenso de mulheres saudáveis e assintomáticas com drogas à base de estrogênio, reconhecidas entre "as drogas mais potentes da farmacopéia"14. O fato de que este enfoque jamais fora recomendado para nenhum outro remédio ou para a prevenção de nenhuma outra doença não tinha importância. A passagem da TRH de tratamento a terapia preventiva de longo prazo aconteceu sem debate ou justificativa.

A osteoporose tornou-se um tema de alto nível porque vende coisas. Além de ressuscitar a TRH e garantir sua posição de frente no conjunto de tratamentos, a indústria de laticínios e as empresas farmacêuticas que produzem suplementos de cálcio pegaram carona no trem da osteoporose. A osteoporose atendia a vários interesses. Veio em socorro da indústria de laticínios numa época em que as vendas caíam por causa da ansiedade das pessoas quanto ao consumo de alimentos que contivessem gorduras saturadas. Foi adicionado cálcio ao leite desnatado, transformando assim o leite num produto que poderia ser vendido como saudável - como prevenção da osteoporose. Alertaram às mulheres que seus ossos ficariam quebradiços caso não tomassem cálcio a mais com os novos laticínios fortificados15.

Os fabricantes de suplementos de cálcio também alegaram que seus produtos poderiam impedir a perda óssea, apesar do fato de não existir provas absolutas de que isto seja verdade. Em 1986, os consumidores americanos gastaram 166 milhões de dólares com suplementos de cálcio. Antes da mania do cálcio, e contribuindo para ela, o National Institute of Health (Instituto Nacional da Saúde, ou NIH) dos Estados Unidos recomendou, em 1985, que as mulheres aumentasse sua ingestão diária de cálcio. Em 1989, o NIH avisava que os promotores do cálcio "prometem mais cálcio do que vendem"16.

OSSOS A OLHO NU

Para compreender os muitos mitos sobre a osteoporose e os tratamentosrecomendados, é vital entender a natureza dos ossos. O osso é umtecido vivo que sofre transformações constantes. Pode parecerestático, mas seus componentes básicos renovam-se continuamente. Aqualquer momento, em todos nós, há de 1 a 10 milhões de pontos ondepequenos segmentos de osso velho se dissolvem e cria-se osso novo parasubstituí-los. O tecido ósseo é nutrido e desintoxicado por vasossangüíneos em trocas constantes com o corpo todo17. Um corpo saudávelgarante ossos saudáveis.As células que formam os ossos são de dois tipos: osteoclastos eosteoblastos. A tarefa dos osteoclastos é viajar pelo osso em busca deosso velho que precise ser renovado. Os osteoclastos dissolvem o ossoe deixam para trás minúsculos espaços vazios. Então, os osteoblastosvão ocupar estes espaços para construir novo osso. Desta forma, o ossocura-se e renova-se a si mesmo num processo chamado de "remodelamento". Esta capacidade de consertar-se é extremamente importante. O desequilíbrio do remodelamento ósseo contribui para a osteoporose.

Quando se destrói mais osso velho do que se constrói osso novo,acontece a perda óssea.A troca dos ossos nunca pára completamente. Na verdade, depois dos 50anos a taxa aumenta, embora não seja bem coordenada. As células quefabricam osso, os osteoblastos, tornam-se cada vez menos capazes depreencher completamente os espaços abertos pelos osteoclastos18. Aquantidade máxima inicial de osso e a taxa de perdas determinam adensidade de nossos ossos. A densidade varia muito entre osindivíduos, culturas, raças e sexos.Como explica a dra. Susan Love, autora de Dr Susan Love's Hormone Book(O livro dos hormônios da dra. Susan Love): "... o termo correto parabaixa densidade óssea é 'osteopenia'. É apenas um dos fatores da osteoporose e das fraturas dela resultantes. Outro fator é amicro-arquitetura do osso. Quando os osteoclastos absorvem mais ossodo que se refaz, a micro-arquitetura torna-se frágil. Com oenfraquecimento, o pulso e o quadril tornam-se mais vulneráveis afraturas. Na verdade, suas vértebras não são fraturadas ou quebradas,mas sim desfeitas, causando perda de altura e, caso se esmaguemvértebras suficientes, surge uma corcunda."19

Até que ponto é real a "síndrome da corcunda"? Segundo o dr. BruceEttinger, endocrinologista e professor assistente de clínica médica na Universidade da Califórnia: "... as mulheres não deveriam preocupar-secom a osteoporose. A osteoporose que causa dor e invalidez é umadoença muito rara. Só 5% a 7% das pessoas de 70 anos apresentamcolapso vertebral; só metade dessas terão duas vértebras envolvidas; etalvez um quinto ou um sexto apresentarão sintomas. Tenho uma longaprática e pouquíssimos pacientes curvados. Tem havido muitobla-bla-blá ultimamente, um monte de mulheres preocupadas e um excessode exames e receitas de remédios."20A definição médica de osteoporose costumava ser "fraturas causadas porossos pouco densos".

Mais recentemente ela foi redefinida como "doençacaracterizada por reduzida massa óssea e deterioraçãomicro-arquitetônica do tecido ósseo que leva a fragilidade ósseacrescente e conseqüente aumento do risco de fraturas"21. Contudo, háum problema na definição de osteoporose como doença e não comofratura. A massa óssea reduzida é apenas um fator de risco daosteoporose, e não a osteoporose propriamente dita. É um sinal dealerta que pode ser útil para que você comece a pensar em maneiras deimpedir a ocorrência da doença. A dra. Love apresenta uma anologianotável: "É como definir a doença coronariana como nível elevado decolesterol em vez de enfarte do miocárdio. Não é preciso dizer queesta nova definição aumentou o número de mulheres e homens que sofremde osteoporose."22

Embora a nova doença tenha dois componentes, a massa óssea e amicro-arquitetura, esta última é praticamente ignorada. O problema éque, hoje em dia, somente a densidade óssea pode ser medida. Alémdisso, nem todo mundo com baixa densidade óssea sofrerá fraturas. Porexemplo, as mulheres asiáticas têm baixa densidade óssea, mas taxa baixíssima de fraturas.A suposição generalizada tem sido que, quando o osso chega a certonível de porosidade, torna-se mais sujeito a fraturas. Agora que seconhece melhor a fisiologia óssea, fica claro que isso não é tudo. O osso não se quebra somente por causa da porosidade. Especialista importante em ossos e autora de Better Bones, Better Body (Ossosmelhores, corpo melhor), Susan E. Brown, PhD, afirma: "A osteoporosesozinha não causa fraturas ósseas. Isso é documentado pelo simplesfato de que metade da população com ossos osteoporóticos nunca sofrefraturas."23

Lawrence Melton, da Clínica Mayo, observou já em 1988: "A osteoporosesozinha pode não ser suficiente para produzir tais fraturasosteoporóticas, já que muitos indivíduos nunca sofrem fraturas mesmonos subgrupos de densidade óssea mais baixa. A maioria das mulherescom mais de 65 anos e dos homens com mais de 75 perderam ossosuficiente para colocá-los sob risco significativo de osteoporose, masainda assim muitos nunca têm fratura alguma. Aos 80 anos, praticamentetodas as mulheres dos Estados Unidos são osteoporóticas segundo adensidade óssea do quadril, mas por ano apenas um pequeno percentualdelas sofre fraturas de quadril."24

Por que hoje parece haver mais mulheres com osteoporose do que nopassado? Como explica a dra. Love: "... parte deste aumento nada maisé do que mudança de definição... Não é preciso dizer que quanto maisamplos os critérios usados para definir a osteoporose mais mulheresficarão nesta categoria. O nível de densidade óssea que define aosteoporose foi colocado bem alto, resultando que a maioria dasmulheres mais velhas ficará na categoria de "doença" - o que é ótimopara os que estão no negócio de tratamento de doenças."25

AS CAUSAS MÍTICAS DA OSTEOPOROSE

Há muitas culturas no mundo em que as mulheres, depois da menopausa,têm boas condições físicas e são ativas e saudáveis até o fim da vida.Também é verdade que as mulheres destas culturas não sofrem deosteoporose. Se a menopausa sozinha fosse na verdade uma das causas daosteoporose, todas as mulheres do mundo estariam inválidas por causade fraturas. É claro que este não é o caso.As mulheres maias vivem 30 anos depois da menopausa mas não contraemosteoporose, não perdem altura, não desenvolvem corcundas e seus ossosnão quebram.

Uma equipe de pesquisadores analisou seus níveishormonais e densidade óssea e descobriu que seu nível de estrogênionão era mais alto que o das mulheres americanas brancas - e em algunscasos era ainda mais baixo. Os testes de densidade óssea mostraram quea perda óssea ocorria nestas mulheres no mesmo ritmo que em suascolegas americanas26.Costumava-se pensar que todas as mulheres sofriam um decréscimoconsiderável dos ossos por causa do baixo nível de estrogênio namenopausa, e assim se disse que a deficiência de estrogênio era acausa da osteoporose. O prosseguimento das pesquisas desautorizou estaidéia. Os estudos que acompanharam a densidade óssea de mulheres nodecorrer do tempo mostraram que, embora algumas mulheres percam muitoosso na menopausa, outras perdem pouco; e também, que algumas perdascomeçam mais cedo27.

Um dos estudos, que usou exames de urina paramedir a perda de cálcio, descobriu que algumas mulheres são"eliminadoras rápidas" enquanto outras são "eliminadoras normais".Se a osteoporose deve-se à deficiência de estrogênio, deveríamosencontrar níveis de estrogênio mais baixos nas mulheres comosteoporose do que nas que não apresentam a doença. No entanto, osestudos mostraram que o nível de hormônio sexual depois da menopausa ésemelhante em mulheres com ou sem osteoporose28.A dra. Susan Brown comenta: "Mesmo nos Estados Unidos, onde aosteoporose é comum, muitas mulheres mais velhas mantêm-se livres dadoença. Além disso, as taxas mais altas de osteoporose entre os homense mais baixas entre as mulheres de algumas culturas não sustenta anoção de que a perda óssea excessiva se deva ao declínio da produçãoovariana de estrogênio. E para acrescentar mais uma dimensão,descobrimos que mulheres vegetarianas tem nível sérico mais baixo deestrogênio mas densidade óssea mais elevada que mulheres carnívoras."29

Obviamente, dizer que a osteoporose é uma doença isolada e inevitávelque ocorre em todas as mulheres na menopausa é uma simplificaçãogrosseira. A mulher que remove os ovários cirurgicamente tem o dobrode perda óssea da mulher que passa pela menopausa natural. Como osovários continuam a produzir outros hormônios que não o estrogêniodepois da menopausa, fica óbvio que o estrogênio é apenas um dosfatores relacionados à perda óssea.A dra. Jerilynn Prior, professora de endocrinologia da Universidade daColúmbia Britânica, realizou pesquisas que contradizem seriamente opapel-chave do estrogênio na prevenção da perda óssea. Sua pesquisaconfirma que o papel do estrogênio no combate à osteoporose é muitopequeno. Em seu estudo com mulheres atletas, ela descobriu que aosteoporose acontecia quando as atletas se tornavam deficientes emprogesterona, ainda que seu nível de estrogênio continuasse normal. A dra. Prior continuou a pesquisa com mulheres não atletas, e obteve omesmo resultado.

Embora ambos os grupos de mulheres menstruassem,tinham ciclos anovulatórios (não ovulavam), e, assim, deficiência deprogesterona. Como resultado de sua extensa pesquisa,ela confirmou quenão é o estrogênio, mas a progesterona que constitui o hormônio chaveda construção óssea. Tais estudos questionam seriamente o vínculoentre a deficiência de estrogênio e a osteoporose30.O dr. John Lee, médico, pesquisador e importante autoridade nostratamentos com hormônios naturais, realizou um estudo de três anos emque tratou com progesterona natural 63 mulheres já na menopausa. Elasmostraram um aumento de 7% a 8% da densidade óssea no primeiro ano, de4% a 5% no segundo ano e de 3% a 4% no terceiro ano. A descoberta foireforçada pelo dr. William Regelson, outro especialista em hormônios."Dado o fato de que 25% de todas as mulheres correm o risco dedesenvolver osteoporose, penso ser inconcebível que o papel daprogesterona nesta doença tenha sido negligenciado."31.

Embora o estrogênio tenha papel importante e complexo na manutenção dasaúde dos ossos, a osteoporose não pode simplesmente ser atribuída aonível baixo de estrogênio que ocorre na menopausa. Numerosos fatores dietéticos, cotidianos e endócrinos contribuem para o desenvolvimentoda perda excessiva de tecido ósseo. A osteoporose não é produzida simplesmente pela falta de um único hormônio.A intenção de transformar a menopausa e a deficiência de estrogênionas principais causas da osteoporose deu à TRH nova legitimidade comotratamento preventivo de longo prazo desta doença. Ainda que se tenha provado que o estrogênio tem alguma eficácia no retardamento da taxade perda óssea por reduzir o ritmo em que as céluas ósseas sãoreabsorvidas, ele não pode reconstruir o osso.

Infelizmente, este benefício não atinge todas as mulheres. Para ter alguma eficácia nasmulheres em maior risco após a menopausa - as que têm 70 anos oumais - elas deveriam tomar estrogênio continuamente durante décadas.Este, então, torna-se um dilema bastante sério para as elas. Sabe-sehoje que a TRH aumenta o risco de câncer de mama em 10% ao ano paracada ano de uso. Dez anos de TRH aumentam o risco em 100%32. É óbvioque os numerosos riscos da TRH ultrapassam em muito os efeitosbenéficos bastante limitados para os ossos, principalmente quanto hátantas alternativas mais seguras e eficazes. O aumento do risco de umadoença mortal vale realmente a pena?

O MITO DA DEFICIÊNCIA DE CÁLCIO

Quando perguntamos as causas da osteoporose, a maioria das pessoasrepetirá: "falta de cálcio". Esta idéia é reforçada todos os diasquando se lembra às mulheres que tomem seus três copos de leite pordia e seus suplementos de cálcio. Mesmo mulheres jovens, saudáveis enão osteoporóticas andam paranóicas com a perda potencial de massaóssea e tomam precauções para aumentar a força de seus ossos combastante cálcio. O medo de cálcio insuficiente tornou-se obsessãonacional. Há mesmo um déficit nacional de cálcio?Como o osso é composto em grande parte de cálcio, parece lógicovincular a ingestão de cálcio à saúde dos ossos. As mulheresocidentais são hoje encorajadas a consumir pelo menos 1.000 a 1.500 mgde cálcio por dia. No entanto é curioso que os dados de outrasculturas mostrem clarramente que, em países menos desenvolvidos, ondeas pessoas consomem pouco ou nenhum laticínio e ingerem menos cálciono total, há taxas muito mais baixas de osteoporose33.Os bantus da África têm a taxa mais baixa de osteoporose de todas asculturas, mas consomem apenas de 175mg a 476mg de cálcio por dia.

Os japoneses ingerem em média 540mg por dia, mas as fraturas vertebraisda pós-menopausa tão comuns no Ocidente são quase desconhecidas noJapão. No total, sua taxa de fratura vertebral é metade da dos EstadosUnidos. Tudo isso é verdade, embora os japoneses tenham uma dasexpectativas de vida mais longa dentre todos os povos. Estudos depopulações da China, Gâmbia, Ceilão, Suriname, Peru e outras culturasapresentam descobertas semelhantes de baixa ingestão de cálcio e taxasreduzidas de osteoporose34. O antropólogo Stanley Garn, que estudou aperda óssea durante um período de 50 anos em povos do norte e docentro da África, não conseguiu encontrar relação entre a ingestão decálcio e a perda óssea35.Embora todos concordem que a ingestão adequada de cálcio sejaabsolutamente necessária para o desenvolvimento e a manutenção deossos saudáveis, não há padrão de ingestão ideal de cálcio. Tambémfica óbvio em todos esses estudos que a ingestão elevada de cálcio nãoé necessária para se ter ossos saudáveis.Há, certamente, um problema com a saúde óssea nas culturas ocidentais.No entanto, outros fatores vitais que determinam o processo complexoda saúde óssea devem ser compreendidos.

Os ossos são afetados pela ingestão de outros nutrientes constitutivos dos ossos, pelo consumo desubstâncias potencialmente prejucidiais como o excesso de proteínas, osal, a gordura saturada e o açúcar; pelo uso de algumas drogas,álcool, cafeína e tabaco; pelo nível de exercícios físicos; pelaexposição ao sol e a toxinas ambientais; pelo impacto do estresse;pela remoção dos ovários e do útero; e por muitos fatores que limitamo funcionamento das glândulas endócrinas.Há pelo menos 18 nutrientes fundamentais na construção óssea,essenciais para a saúde ótima dos ossos. Se a dieta de alguém fordeficiente em qualquer destes nutrientes, os ossos sofrerão. Entreeles, estão fósforo, magnésio, manganês, zinco, cobre, boro, silício,flúor, vitaminas A, C, D, B6, B12, K, ácido fólico, ácidos graxosessenciais e proteínas.

O corpo só usa os sais minerais quando estão no equilíbrio correto.Por exemplo, meninas que consomem dietas ricas em carne, refrigerantese alimentos industrializados com alto teor de fósforo apresentam perdaalarmante de massa óssea36. A proporção elevada demais de fósforo emrelação ao cálcio provocará a retirada de cálcio dos ossos paracompensar.As provas científicas demonstram sem sombra de dúvida que, sozinhos,os suplementos de cálcio simplesmente não funcionam37. E ao contrário do pensamento popular, a suplementação com cálcio não reduz o risco defraturas. Há hoje provas de que um nível elevado de suplementação comcálcio está na verdade associado a um aumento de 50% do risco defraturas38.

Contudo, ainda assim, não há prova de que o aumento deingestão de cálcio depois da menopausa, por meio de suplementos ou dadieta, impeça fraturas. Na verdade, vários estudos indicam que issonão parece reduzir de forma alguma a incidência de fraturas. No númerode agosto de 1978 da revista Science afirmou-se que "o vínculo entrecálcio e osteoporose foi feito com bases insuficientes" e que osanunciantes estava muito à frente das provas científicas. Mas umadieta rica em cálcio na primeira infância e os anos anteriores àmenopausa realmente fortalece os ossos, reduzindo o risco de suaporosidade depois da menopausa.Os piores suplementos de cálcio são farinha de osso, conchas edolomita, porque não podem ser absorvidos com eficiência e talvezcontenham chumbo. A ingestão excessiva de cálcio também causa prisãode ventre e, pior, pedras nos rins e calcificação das articulações.

A forma mais eficiente de suplementação é a hidroxiapatita(principalmente se for formulada com boro). Este é o suplemento decálcio mais natural e um alimento completo para os ossos39.E quanto aos laticínios? O dr. Michael Colgan, conhecido pequisador danutrição, escritor e fundador do Instituto Colgan nos Estados Unidos,disse: "O conselho médico de tomar leite para impedir a osteoporose éum total papo furado." Depois de tudo o que nos ensinaram, é chocantedescobrir que os laticínios contribuem para a perda óssea. Os paísesque consomem maior quantidade de laticínios também apresentam as taxasmais altas de osteoporose; os países que não consomem laticínios têmas taxas mais baixas de osteoporose.

Na sabedoria do corpo, a prioridade máxima é manter o equilíbrioapropriado entre ácidos e bases no sangue. Uma dieta rica em proteínasda carne e dos laticínios apresenta alto risco de osteoporose porquetorna o sangue muito ácido. O cálcio, então, precisa ser extraído dosossos para restaurar o equilíbrio correto. Como o cálcio do sangue éusado por todas as células do corpo para manter sua integridade, oorganismo sacrifica o cálcio dos ossos para manter a homeostase.Num estudo de um ano de duração com 22 mulheres que já haviam passadopela menopausa, não houve melhora significativa do nível de cálcioquando sua dieta foi suplementada diaramente com três copos de 300mlde leite magro (equivalente a 1.500 mg de cálcio). Os autoresafirmaram que este resultado deveu-se ao "aumento médio de 30% daingestão de proteínas durante a suplementação com leite." Como o leitemagro contém quase o dobro de proteínas do leite integral, promove umataxa ainda maior de eliminação de cálcio.Num estudo de doze anos recentemente publicado, com quase 78.000mulheres, concluiu-se que o consumo de leite não protege de fraturasde quadril ou antebraço. Na verdade mulheres que tomam leiteapresentaram risco significativamente ampliado de fratura e o consumode leite na adolescência não protegeu da osteoporose41.

Ainda há outros problemas nos laticínios. Eles contêm antibióticos,hormônios estrogênicos, inseticidas e uma enzima que é fator conhecidodo câncer de mama. Além disso, outro estudo recente revelou que asmulheres com intolerância à lactose que bebiam leite apresentavamrisco maior de câncer de ovário e infertilidade42.

O ENGODO DAS DROGAS QUE FORMAM OSSOS

As empresas farmacêuticas propagandeiam mais outra arma em seu arsenalcontra a osteoporose: remédios que prometem deter a perda óssea. Umadas drogas preferidas é o Fosamax, único remédio não hormonal aprovadopela FDA norte-americana para o tratamento da osteoporose. Estudossobre esta droga foram espertamente interrompidos depois de quatro aseis anos. É justamente este o ponto em que a taxa de fraturas demulheres que tomam drogas semelhantes começa a crescer. Assim, emborao Fosamax pareça à primeira vista aumentar a densidade óssea, naverdade ele reduz a resistência dos ossos. O Fosamax é um venenometabólico que, na verdade, mata os osteoclastos necessários paramanter o equilíbrio dinâmico dos ossos.

Além disso, ele pode causar danos severos e permanentes ao esôfago e ao estômago. Também sobrecarrega os rins e pode provocar diarréia, flatulência, urticária,dores de cabeça e dores musculares. Ratos que receberam dosagenselevadas desenvolveram tumores da tireóide e das supra-renais. OFosamax também causa deficiências de cálcio, magnésio e vitamina D,essenciais para o processo de construção óssea44.

PARA CONSTRUIR OSSOS SAUDÁVEIS

Está claro que os tratamentos mais recomendados às mulheres pelosmédicos - TRH, suplementos de cálcio, laticínios e remédios - comcerteza beneficiaram principalmente a sociedade médica e a indústriafarmacêutica. O benefício real a longo prazo para as mulheres émínimo, na melhor das hipóteses, e, na pior delas, uma ameaça à vida.Por sorte há outras opções capazes não só de prevenir o crescimento dadeterioração da densidade óssea e a má cicatrização óssea como tambémaumentar a massa óssea de mulheres de todas as idades.

Segundo a dra.Susan Brown, as seis áreas de intervenção que formam o programa maisvigoroso e confiável para a construção e manutenção dos ossos incluem:maximizar a ingestão de nutrientes, aumentar o vigor digestivo,minimizar a ingestão de antinutrientes, exercitar-se (principalmentecom pesos), desenvolver uma dieta alcalina e promover a vitalidadeendócrina. Ela acredita que "não importa onde você está na evolução dasaúde óssea, não importa qual foi o seu estilo de vida; nunca é tardedemais para começar a reconstruir ossos saudáveis."45Algumas das principais linhas-guia para prevenir a perda de massaóssea, detê-la ou restaurá-la incluem a suplementação com progesteronanatural, hidroxiapaptite, citrato de cálcio ou fórmulas herbáceaschinesas Na hora de garantir ossos saudáveis, é importante lembrarque não vale apenas o que se põe para dentro do corpo, mas também oque não se põe.Cada vez mais estudos corroboram os efeitos extremamente benéficos deum programa de exercídios regulares com pesos para aumentar adensidade óssea das mulheres depois da menopausa.

A tendência vitalícia da mulher a fazer regime para emagrecer tem sido causa nãoreconhecida de perda óssea. Pelo menos sete estudos bem controladosdemonstraram que, quando uma mulher faz regime e perde peso, tambémperde osso. Um estudo recente descobriu que, em menos de 22 meses,mulheres que se exercitavam três vezes por semana aumentaram suadensidade óssea em 5,2%, enquanto mulheres sedentárias perderam1,2%46. O treinamento eficaz inclui exercícios como subir ladeiras,pedalar em marcha pesada, subir escada e exercitar-se com pesos.A osteoporose não é uma doença do envelhecimento nem uma deficiênciade estrogênio ou cálcio, mas uma doença degenerativa da culturaocidental. Nós a causamos em nós mesmos por meio dos maus hábitosalimentares, do estilo de vida e da exposição a drogas farmacêuticas.Foi nossa ignorância que nos deixou vulneráveis aos interesses ocultosque distorceram intencionalmente os fatos e sacrificaram de bom gradoa saúde de milhões de mulheres no altar do lucro e da ganância. Só comnossa disposição de assumir a responsabilidade por nossos corpos e denos dedicarmos a voltar a uma forma de vida saudável e equilibrada éque seremos capazes de andar eretos e fortes pelo resto da vida.

Sobre a autora: Sherrill Sellman é autora de Hormone Heresy: What Women MUST KnowAbout Their Hormones (Heresia hormonal: o que as mulheres DEVEM sabersobre seus hormônios). Devido à grande demanda de aconselhamento quanoà saúde hormonal e alternativas hormonais naturais por parte demulheres de toda a Austrália e para referência de profissionais desaúde interessados, Sherrill fundou o Serviço de Aconselhamento e Referência sobre Saúde Hormonal Natural. Desde 16 de novembro de 1998o serviço está disponível pelo telefone 1902 211 191 (na Austrália).

http://www.vegetarianismo.com.br/sitio/index.php?option=com_content&task=view&id=102&Itemid=32



Notas:

1. Royal Australasian College of Physicians, Grupo de Trabalho sobreOsteoporose, relatório, 1991.
2. USA Health Facts, www.MedicineNet.com, p. 1.
3. Agência de notícias Reuters, 5 de novembro de 1996.
4. Transcrição de entrevista coletiva à imprensa de Robert Cohen, 10de junho de 1998, website .
5. Coney, Sandra, The Menopause Industry, Spinifex, Victoria,Austrália, 1993, p. 163.
6. op. cit., p. 164.7. Ziel, H. e W. Finkle (1975), "Increased risk of endometrialcarcinoma among users of conjugated estrogen", New England Journal ofMedicine 293:1167-70.8. Coney, op. cit., p. 165.9. Donaldson, Angela, "Oestrogen: the menopause miracle", Woman's Day,Nova Zelândia, 10 de fevereiro de 1991, pp. 28-29.10. Coney, op. cit., p. 169.11. Resnick, N. e S. Greenspan (1989), "Senile osteoporosisreconsidered", JAMA 261(7):1025-29.12. Hutchinson, T., S. Polansky e A. Feinstein (1979),"Post-menopausal estrogens protect against fractures of hip and distalradius: a case control study", Lancet 2:705-9.13. Coney, op. cit., p. 171.14. Salhanic, H. A. (1974), "Pros and cons of estrogen therapy forgynecologic conditions", in Controversy in Obstetrics and Gynecology(D. Reid e C. D. Christian, eds.), Saunders, Filadélfia, pp. 801-08.15. Bonn D., "HRT and the Media", palestra apresentada na Women'sHealth Concern Conference, Cardiff, 31 de maio de 1989.16. Stevenson, J., "Osteoporosis: the silent epidemic", Update, 1 deagosto de 1986, pp. 211-16.17. Frost, H. (1985), "The pathomechanics of osteoporosis", Clin.Orthop. 200:198-225.18. Love, Susan, MD, Dr Susan Love's Hormone Book, Random House, NovaYork, 1997, p. 77.19. ibid.20. Coney, op. cit., p. 107.21. Consensus Development Conference, "Prophylaxis and treatment ofosteoporosis", Conference Report, Am. J. Med. 1991:107-110.22. Love, op. cit., p. 79.23. Brown, Susan, PhD, Better Bones, Better Body, Keats Publishing,Connecticut, USA, 1996, p. 38.24. ibid.25. Love, op. cit., p. 83.26. op. cit., p. 85.27. ibid.28. Riggs, B. e L. Melton, "Involutional Osteoporosis" (1986), NewEngland Journal of Medicine 26:1676-86.29. Brown, op. cit., p. 66.30. Sellman, Sherrill, Hormone Heresy: What Women MUST Know AboutTheir Hormones, GetWell International, Havaí, 1998 (ed.norte-americana), p. 125.31. ibid.32. Colditz, G. A. (1998), "Relationships between estrogen levels, useof hormone replacement therapy and breast cancer", J. NCI90(11):814-823.33. Melton, L. e B. Riggs, "Epidemiology of Age-related Fractures", emThe Osteoporotic Syndrome: Detection, Prevention and Treatment (L.Avioli, ed.), Grune & Stratton, Nova York, 1983, pp. 43-72.34. Brown, op. cit., p. 62-63.35. Garn, S., "Nutrition and bone loss: introductory remarks", Fed.Proc., nov-dez 1976, p. 1716.36. Brown, op. cit., p. 126.37. Colgan, M., dr., The New Nutrition, Apple Publishing, Canadá,1995, p. 62.38. Website de Robert Cohen, .39. Beckham, Nancy, Natural Therapies for Menopause and Osteoporosis,publicado por Nancy Beckham, NSW, Austrália, 1997, p. 56.40. Cottrell, M. e N. Mead, "Osteoporosis and the Calcium Craze",Australian Wellbeing, nº. 57, 1994, pp. 70-75.41. Fesknanich, D., W. C. Willet, M. Stamfer e G. A. Colditz (1997),"Milk, dietary calcium and bone fractures in women: a 12-yearprospective study", Am. J. Public Health 87:992-997.42. Coney, op. cit., p. 60.43. Health News You Can Use, boletim, nº. 60, 2 de agosto de 1998;website .44. The John R. Lee, MD, Medical Letter, julho de 1998.45. Brown, op. cit., p. 219.46. Nelson, M., PhD, Strong Women Stay Slim, Lothian, Melbourne,Austrália, 1998, p. 10.




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MAIS SITES PARA PESQUISAR INFORMAÇÃO:

http://www.centrovegetariano.org/Article-466-Excluir%2Bo%2Bleite%2Bde%2Bvaca%2Bvs%2BCar%25EAncia%2Bde%2Bc%25E1lcio.html
http://www.milksucks.com/index2.asp
www.MedicineNet.com
www.notmilk.com
www.DumpDairy.com
www.PCRM.org
www.StrongBones.org
www.drmcdougall.com


Introdução:

O ser Humano é o único animal no planeta que continua a ingerir leite depois de se tornar um adulto. No entanto, o organismo adulto humano já não está preparado para ingerir leite, muito menos o leite de outras espécies que não está adaptado para o corpo humano, mas sim para o organismo da sua espécie.

Ao contrário do que a indústria dos lacticínios dá a indicar em seus anúncios mediáticos (televisão, jornais, revistas, rádio, etc) e, através de alguns médicos e nutricionistas enganados (por desinformação) ou "comprados" (por corrupção) pela propaganda dessa mesma indústria, o leite de origem animal não só não é um bom "alimento" para humanos, como não ajuda a evitar a osteoporose e, pelo contrário, ajuda a provocar a mesma, para além de outras doenças graves como alguns tipos de cancros.

Para saber porque o leite provoca problemas de saúde, leia os artigos científicos abaixo indicados e conheça a verdadeira realidade deste "alimento" e os profundos interesses económicos por detrás do mesmo.




Ética - A extrema crueldade feita para com os animais para a produção de leite

Saiba mais vendo estes vídeos:
http://video.google.com/videoplay?docid=195777870900147944
http://video.google.com/videoplay?docid=-239204330856039070





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Não beba leite, pela sua saúde!

Tem-se verificado que existe uma relação estreita entre o consumo de produtos lácteos (leite, manteiga, queijo, etc.) e vários tipos de cancro, diabetes, osteoporose, doença coronária e outros problemas relacionados com intolerâncias e alergias graves. Tanto o cancro da mama como o da próstata estão relacionados com o consumo deste produto.

Esta íntima relação explica-se através de um aumento da quantidade, no organismo humano, de uma substância designada de factor de crescimento semelhante à insulina-I (IGF-I) encontrada no leite de vaca. Esta substância pode também ser encontrada, em elevadas quantidades, na corrente sanguínea de indivíduos consumidores regulares deste tipo de leite. Estudos recentes comprovam que homens com elevadas concentrações sanguíneas de IGF-I, apresentam quatro vezes mais probabilidades de virem a sofrer de cancro da próstata do que outros indivíduos com concentrações sanguíneas de IGF-I mais baixas. Também o cancro do ovário está relacionado com o consumo de produtos lácteos: o açúcar do leite, quando desdobrado no organismo humano, dá origem a outro açúcar mais simples, designado por galactose, que, por sua vez, é também desdobrado por várias enzimas. Quando o consumo destes produtos excede a capacidade destas enzimas para desdobrarem a galactose, esta pode circular na corrente sanguínea, o que poderá, a longo prazo, afectar os ovários. Mulheres consumidoras de leite de origem animal apresentam três vezes mais probabilidades de virem a sofrer de cancro nos ovários.

A diabetes insulino-dependente está também relacionada com o consumo de leite e produtos lácteos. Pesquisadores encontraram uma proteína característica dos produtos lácteos que provoca uma reacção auto-imune, que, por sua vez, afecta as células do pâncreas, afectando, por isso, também, a capacidade do organismo de produzir insulina.

O leite e seus equivalentes e derivados são frequentemente recomendados para prevenir a osteoporose. Contudo, pesquisas e estudos demonstram que o risco de fractura óssea é igual em consumidores de leite de origem animal e em não consumidores deste produto. Assim, ficou provado por vários estudos que, na prevenção da osteoporose, é fundamental reduzir os factores descalcificantes, tais como o consumo de sal e de proteína animal – em vez de manter ou aumentar o consumo de cálcio através de lacticínios (que contêm proteína animal).

A doença cardiovascular é uma das doenças que está mais relacionada com o consumo de produtos lácteos, pois têm elevadas quantidades de gordura saturada e colesterol, aumentando imenso as probabilidades de quem consome estes produtos vir a sofrer de doença coronária.

Os sintomas da intolerância à lactose são diarreia, flatulência e distúrbios gastrointestinais, e surgem devido à ausência, no organismo humano, de enzimas capazes de actuar na digestão do açúcar do leite. Esta ausência é um processo natural que ocorre no organismo, pois os humanos são mamíferos e os mamíferos não necessitam de consumir leite durante a vida adulta (menos ainda de outras espécies). Humanos que insistem em consumir leite após o seu desmame forçam o organismo a continuar a produzir estas enzimas, daí ser tão comum encontrar pessoas intolerantes à lactose.

O consumo de lacticínios não está só relacionado com doenças e alergias – os agentes contaminantes encontrados em várias amostras de leite são um grave problema para a saúde humana. A indução artificial da produção de leite conduz a inflamações graves nas glândulas mamárias dos animais, que requerem tratamento à base de antibióticos. Vestígios destes antibióticos, bem como de pesticidas e outros medicamentos, são encontrados em leites e outros produtos derivados.

Uma dieta alimentar diária livre de produtos lácteos contribui para a redução da perda de cálcio, diminuindo o risco de osteoporose. A alimentação vegetariana oferece todo o cálcio necessário, a partir de alimentos ricos em antioxidantes, fibra, ácido fólico, hidratos de carbono complexos, ferro e outras vitaminas e minerais importantes, que não são encontrados em lacticínios.

Fontes: http://www.sejavegetariano.org/index.php?option=com_content&task=view&id=31




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Leite de vaca - Um perigo de saúde

O leite de vaca é um fluído insalubre, que contém uma gama ampla de substâncias inconvenientes. O seu consumo prolongado tem um efeito comulativo prejudicial. Com 59 hormonas activas, vários alérgenos, gordura e colesterol, a maior parte produzida mostra ainda quantidades mensuráveis de herbicidas, pesticidas, dioxinas (até 2.200 vezes o nível aceitável), até 52 antibióticos poderosos, sangue, pus, fezes, bactérias e vírus. Pode conter resíduos de tudo o que a vaca come. Inclusive coisas como restos radiativos de testes nucleares.

Combustível do cancro

Das 59 hormonas do leite, uma é um poderoso auxiliar do crescimento, de seu nome IGF-1 (Insulin-like Growth Factor One - Factor de Crescimento similar à Insulina). Por uma curiosidade da natureza ele é idêntico
entre vacas e seres humanos. Segundo especialistas em medicina, é concensual que o IGF-1 é um factor-chave na aceleração do crescimento e na proliferação dos cancros da mama, da próstata e do cólon. Provavelmente actua também como catalisador no desenvolvimento de outras formas de cancro.

O IGF-1 é um constituinte de todo o leite de vaca, visto que se é desejável que o recém-nascido cresça com rapidez. Evidentemente que, se entrarmos em linha de conta que uma percentagem significativa da população (50% nos USA) se debate com problemas de obesidade, a presença de IGF-1 no leite pode já não ser vista com tão bons olhos.

Um caso flagrante sobre este assunto é o da indústria química Monsanto, fabricante de produtos como DDT, agente laranja, Roundup e outros. Esta empresa gastou cerca de meio bilião de dólares para inventar uma injeção que fizesse as vacas produzir mais leite.
Infelizmente o produto final (Posilac, rbGH, injectável) revelou cinco erros que levaram à proibição do uso de rbGH no Canadá. Ainda assim, o relatório que os descrevia (Richard, Odaglia & Deslex, 1989) foi oculto pela lei de Segredo Comercial de Clinton. Os canadenses puderam, em bom tempo, ler deste relatório o bastante para proibir o rbGH em seu país. O Posilac da Monsanto leva a um acréscimo de IGF-1 no leite até 80%.

A FDA (Food and Drugs Administration - Departamento de Alimentos e Remédios dos Estados Unidos) insiste que o IGF-1 é destruído no estômago. Por outro lado, estudiosos da questão insistem que nesse caso a amamentação não faria sentido, por não ter qualquer eficácia. A afirmação da FDA é ridícula, porque é o IGF-1 que faz o bezerro crescer a uma taxa tão elevada nas primeiras semanas de vida.

Aumento do IGF-1
A fim de se entender melhor o papel deste químico, foi realizado um estudo com dois tipos de consumidores: um bebendo 360g de leite por dia, outro a porção recomendada pela USDA (recomendação nutricional diária dos Estados Unidos) de 720g (três chávenas).
Neste estudo observou-se que os participantes que consumiam 360g de leite pro dia tiveram um aumento de 10% no nível de IGF-1.

Quantidade:
Todos os lacticínios em geral, por derivarem do leite, podem ser fonte do mesmo problema. O queijo, por exemplo, contém os mesmos constituintes do leite numa proporção de 10 para um. São necessários 10 quilos de leite para fazer um quilo de queijo. E quanto à manteiga, conta com cerca de 21 vezes o que estiver contido nas moléculas de gordura da mesma quantidade de leite.

Gordura:
Muita gente suspeita que a manteiga é só gordura, mas não tem idéia de quanta gordura existe no leite e no resto dos laticínios.
Os produtos que usam derivados do leite (caseína, soro, lactose) são provavelmente uma causa importante de problemas de peso e saúde.

Leite integral: 49% das calorias vêm da gordura.
Leite meio-gordo (2%): 35% das calorias vêm da gordura.
Queijo cheddar: 74% das calorias vêm da gordura.
Manteiga: 100% das calorias vêm da gordura.

Cálcio:
Uma pergunta que deve ser feita é: onde é que as vacas arranjam cálcio para terem ossos tão grandes? A resposta é simples: sim, das plantas! E as mesmas plantas fornecem-lhes ainda uma boa quantidade de magnésio, necessário para a absorção e o uso do cálcio.

O cálcio do leite de vaca é basicamente inútil. O leite tem conteúdo insuficiente de magnésio (11% do que seria necessário para a mesma quantidade de cálcio). Igualmente, para a boa absorção de cálcio é importante a presença da vitamina D, que nós, humanos, produzimos pela simples exposição à luz solar. As nações com mais alto nível de consumo de leite e laticínios também têm o maior nível de osteoporose, como atestado por um estudo desenvolvido por 78.000 enfermeiras num período de 12 anos.

Segundo a USDA, 240g (uma xícara) de leite contém:
Cálcio (Ca) - 291,336 mg
Magnésio (Mg) - 32,794 mg

A USDA recomenda 1200 mg de cálcio por dia. As três xícaras de leite diárias recomendadas pela USDA só contêm 900mg de cálcio. Alguns argumentam que só se precisa de 1/3 do magnésio. A mãe natureza parece indicar que a proporção deveria ser 1:1. Se a proporção para a absorção adequada fosse de 1/3 de magnésio para 1 de cálcio, então apenas 300mg daqueles 900mg de cálcio seria utilizável. Se, na verdade, a proporção for de 1:1... só 98,38mg do cálcio é aproveitável.

Proteínas:
O leite pode ser considerado "carne líquida", pelo seu alto conteúdo de proteína. Na realidade, o excesso de proteínas pode que, em conjunto com outras proteínas, pode provocar a perda de cálcio do corpo. Países que consomem dietas ricas em proteínas (carne, leite e laticínios) têm as taxas mais altas de osteoporose.

80% da proteína do leite é caseína. A caseína é um aglutinante poderoso. Um polímero usado para fazer plásticos e uma cola óptima para mobílias resistentes ou rótulos de cerveja. É usada como aglutinante em milhares de alimentos industrializados, como "caseinato de _qualquer_ coisa_".

Bactérias:
Permite-se que haja fezes no leite de vaca. Esta é uma grande fonte de bactérias, como não poderia deixar de ser. Normalmente o leite é pasteurizado mais de uma vez antes de chegar à tua mesa - cada vez durante 15 segundos à temperatura de 72°C. Por contraposição, para esterilizar a água exige-se que ela seja fervida (100°C) por vários minutos. Por outro lado, à temperatura ambiente o número de bactérias no leite duplica a cada 20 minutos.

Pus:
Um centímetro cúbico de leite de vaca comercial pode ter até 750.000 células somáticas (mais conhecidas como pus) e 20.000 bactérias vivas, antes de ser retirado do mercado.
Isso chega a espantosos 20 milhões de bactérias bem vivinhas e a 750 milhões de células por litro.

1 chávena = 236,5882 cm3 (centímetros cúbicos) ~ 177.441.150 células de pus e 4.731.600 bactérias
A ingestão diária "recomendada" para um adulto é de três vezes esta quantidade.

A Comunidade Europeia e o Canadá só permitem 400.000.000 (quatrocentos milhões de) células de pus por litro. Em geral esses níveis são mais baixos, mas PODEM chegar a este nível e ainda assim chegar à tua mesa.

Colesterol:
O conteúdo de colesterol de três chávenas de leite é igual ao de 53 fatias de bacon. Não muito dietético, concerteza!

Vitamina D:
A vitamina D (essencial à fixação do cálcio nos ossos) é geralmente derivada de um animal. A reação à luz do sol que converte 7-dehidroicolesterol em vitamina D-3 é uma reação química "pura" que acontece em determinadas células da pele. (Daqui a importância acrescida para os veganos da exposição ao sol).
A vitamina D-3 vem, tipicamente, de quatro fontes diferentes: pele de porco, pele de ovelha, fígado de peixe cru e cérebro de porcos. Na maior parte dos casos a vitamina D-3 é extraída da pele de porcos e vendida a fábricas de laticínios.
Existe também vitamina D-2, produzida em laboratório, que pode ser ou não de origem animal.

Constituição do leite:
água: 87%
gordura: 3,25% (se for leite completo, ou gordo)
caseína: 4%
outras proteínas: 1%
outras substâncias: 4,75%


Fonte: http://www.centrovegetariano.org/Article-10-Leite%2Bde%2Bvaca.html
Mais dados: http://www.centrovegetariano.org/Article-9-Lactic%25EDnios%2Be%2Bc%25E1lcio.html


Referências:
http://www.notmilk.com
http://www.notmilk.com/igf1time.txt (Sobre IGF-1)
http://www.notmilk.com/deb/030799.html (Artigo sobre o estudo das 78,000 enfermeiras)
http://www.notmilk.com/deb/092098.html (Sobre cálcio e doenças dos ossos)
http://www.notmilk.com/badbones.html (Sobre doenças dos ossos)
http://www.notmilk.com/bonehead.txt (Sobre doenças dos ossos)
http://www.notmilk.com/calcium/index.html
Marian Herbert, da Workshop de Vitamina D da Universidade da Califórnia




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Leite e Osteoporose: os ossos da controvérsia

Contrariamente à onda publicitária do meio médico, na verdade os hormônios sintéticos, os laticínios e a maioria dos suplementos de cálcio enfraquecem os ossos e têm outras influências negativas sobre a saúde.

Extraído de Nexus Magazine, volume 5, número #6 (outubro-novembro de 2000). PO Box 30, Mapleton Qld 4560 Australia. nexus@peg.apc.orgEste endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo Telefone: +61 (0)7 5442 9280; Fax: +61 (0)7 5442 9381 De nossa página na internet: http://www.nexusmagazine.com

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UMA NOVA DOENÇA, UMA NOVA OPORTUNIDADE COMERCIAL

Hoje em dia, a osteoporose é notícia - e negócio. Como doença, saiu da obscuridade há apenas duas décadas para tornar-se uma preocupação das mulheres de todo o mundo industrializado. Campanhas publicitárias nos meios de comunicação e folhetos nas salas de espera dos médicos e nas farmácias alertam as mulheres o tempo todo para o perigo do sumiço da massa óssea.

A onda de propaganda anuncia que uma em cada duas mulheres com mais de 60 anos vai provavelmente esfarelar-se com uma fratura osteoporótica (mas um homem de cada três também terá osteoporose); que a incidência de fraturas de quadril excede a de câncer de mama, colo e útero combinados; e que 16% das pacientes que sofrem fraturas de quadril morrerão dentro de seis meses, enquanto 50% exigirão cuidados constantes a longo prazo1.

As estatísticas também dizem que, nos Estados Unidos, mais de 20 milhões de pessoas têm osteoporose e cerca de 1,3 milhão por ano sofrerão fratura óssea em decorrência da doença. Em 1993 os Estados Unidos sofreram a perda estimada de 10 bilhões de dólares devido à perda de produtividade e ao custo do tratamento de saúde relativos à osteoporose. Contudo, é importante examinar estas estatísticas dentro de seu contexto. Embora seja verdade que ocorram mortes de homens e mulheres que sofreram fraturas de quadril, em geral essas pessoas são muito idosas e fracas. As pessoas que morrem de fraturas de quadril não só são as mais fracas como também sofrem de outros problemas.

As mulheres são bombardeadas o tempo todo com a mensagem de que a guerra à perda óssea deve incluir suplementos de cálcio e o consumo diário de alimentos ricos neste mineral, principalmente laticínios. Os médicos recomendam insistentemente às mulheres que passaram pela menopausa o uso a longo prazo de estrogênio (sintético) e, se mais ajuda é necessária, indicam o uso de drogas que estimulam a formação óssea, como o Fosamax. Assim, asseguram à mulher que, armada com este arsenal poderoso, ela poderá andar ereta, sem risco de fraturas, até o fim de sua vida. Infelizmente, isto está longe da verdade.

Na verdade, os tratamentos mais populares para a osteoporose são perigosos para a saúde da mulher. Sabe-se que o estrogênio sintético é uma droga carcinogênica. A maioria dos suplementos de cálcio é não só ineficaz na reconstrução óssea como podem levar realmente a deficiências minerais, à calcificação das articulações e a pedras nos rins. E, ao contrário da crença popular, já se provou que os laticínios são uma das causas principais de perda óssea.

A INDÚSTRIA DA OSTEOPOROSE: UMA ALIANÇA IMORAL

A osteoporose fez brotar uma indústria de crescimento fenomenal. A venda de um único remédio à base de estrogênio, o Premarin, atingiu 940 milhões de dólares em 19963. A indústria americana de laticínios floresce com sua receita anual de 20 bilhões de dólares4. E a venda de suplementos de cálcio está numa espiral ascendente rumo às centenas de milhões de dólares.

A indústria da osteoporose criou não só um imenso mercado para seus produtos; foi também especificamente projetada para atingir as mulheres. É óbvio que a amedrontadora campanha publicitária da osteoporose como "ladrão silencioso" que ataca os ossos das mulheres já se pagou. Infelizmente, as mulheres, inocentes, não sabem que, na verdade, estão sendo atacadas por uma aliança imoral das empresas farmacêuticas, dos profissionais da medicina e da indústria de laticínios, que orquestraram uma das manobras propagandísticas mais bem sucedidas e planejadas da história.

Ao distorcer os fatos, manipular as estatísticas e ocultar pesquisas científicas na busca do lucro, mais uma vez esta poderosa aliança pôs vidas em perigo ao expor as mulheres à incidência crescente de doenças como câncer de mama e ovário, derrames, males do fígado e da bexiga, doenças coronarianas, alergias, pedras nos rins e artrite.

AS RAÍZES DO EMBUSTE

A Segunda Guerra Mundial anunciou um importante ponto de virada na medicina. Antes da guerra, as empresas farmacêuticas eram, em sua maioria, pequenos negócios envolvidos principalmente na fabricação de fórmulas à base de ervas. O surgimento de uma ciência mais sofisticada depois da guerra mudaria para sempre a face da medicina. Segundo Sandra Coney, autora de The Menopause Industry (A indústria da menopausa): "Utilizando o poder e o prestígio da ciência, a medicina entrou numa nova era 'moderna', tornando obsoleta a abordagem das 'mãos que curam'. A medicina poderia desenvolver uma tecnocracia na qual os especialistas estivessem armados com a química e a maquinaria."5

O desenvolvimento de hormônios sintéticos acompanha o crescimento da indústria farmacêutica. A criação do primeiro estrogênio sintético, o dietil-estilbestrol (mais conhecido como DES), seguida de perto pela descoberta de um processo para sintetizar hormônios esteróides a partir da urina de éguas grávidas (o remédio é conhecido nos Estados Unidos como Premarin), trouxe finalmente ao mercado uma fonte barata de estrogênio.

A introdução de anticoncepcionais orais em 1960 deu início ao primeiro uso disseminado dessas drogas por mulheres. Poucos anos depois, em 1966, as mulheres em menopausa tornaram-se o foco da indústria que não parava de crescer. O mito infeliz de que todas as mulheres na menopausa sofreriam destruição e ruína totais de seus corpos e mentes sem suplementação de estrogênio espalhou-se como fogo de palha nos países industrializados. Foi o paraíso para a indústria farmacêutica, pois as mulheres acorreram a tomar esta suposta pílula da "fonte da juventude".

Embora tenha havido alertas esporádicos a respeito do estrogênio durante quase 30 anos, na prática a corrida ao lucro ignorou-os. Sabia-se, em especial, que a estrona, forma de estrogênio contida no Premarin, podia ser associada ao desenvolvimento de câncer do endométrio (revestimento do útero).

Sandra Coney escreve: "Já em 1947, um jovem pesquisador da Columbia University, dr. Saul Gusberg, relatou que havia um fluxo constante de usuárias de estrogênio fazendo curetagem para diagnóstico de sangramentos anormais. Os resultados patológicos das curetagens mostraram superestimulação do endométrio."6

A bolha explodiu em 1975 com a publicação de um estudo importante na prestigiosa revista New England Journal of Medicine que demonstrava que o risco de câncer do endométrio aumentava 7,6 vezes em mulheres que usavam estrogênio. Usuárias de longo prazo corriam risco ainda maior. As mulheres que usavam estrogênio há sete ou mais anos tinham probabilidade de desenvolver câncer do endométrio 14 vezes maior do que as que nunca usavam o hormônio.

Naquele mesmo mês, dados do registro de câncer da Califórnia confirmaram a descoberta. Entre as mulheres brancas com 50 anos ou mais, houvera um aumento de mais de 80% do câncer de endométrio entre 1969 e 1974.8

Cresciam as provas dos perigos do estrogênio. Além do câncer de endométrio, o estrogênio foi ligado também ao câncer de mama e de ovário, aos males do fígado e da bexiga e ao diabetes. Surgiram mais questões a respeito de outros possíveis efeitos colaterais.

O Premarin, estrela em ascensão da fábrica Ayerst, começou a sofrer um sério declínio, assim como o lucro da empresa. Houve uma queda dramática das indicações de uso de hormônios no mundo todo. O uso de estrogênio caiu 18% de 1975 a 1976 e mais 10% de 1976 a 1977.9

A ARTE DE MANIPULAR A PERCEPÇÃO

Algo tinha de ser feito para salvar um mercado tão lucrativo. Como o estrogênio isolado era acusado de causador do câncer de endométrio, as empresas farmacêuticas, reconhecendo o erro da recomendação de estrogênio isolado às mulheres com úteros intactos, tentaram consertar o fiasco adicionando-lhe uma progesterona sintética, a progestina. Argumentou-se que a progestina protegeria o útero dos efeitos proliferativos do estrogênio (como acontece na natureza), embora não tenham sido realizados estudos de longo prazo para provar a segurança da combinação de progestina e estrogênio. Assim, surgiu a terapia de reposição hormonal (TRH) - terapia de estrogênio em nova embalagem.

Contudo, as mulheres começavam a questionar a sério o problema do uso de hormônios sintéticos, e assim a indústria farmacêutica precisou encontrar uma razão irresistível para atraí-las de volta aos hormônios. A osteoporose, doença de que 77% das mulheres da época jamais tinham ouvido falar, estava à espera nos bastidores. Como explica Sandra Coney: "Com o objetivo de reabilitar a TRH, as mulheres foram sido submetidas a uma 'campanha cuidadosamente orquestrada' para advogar o estrogênio como forma de prevenção da osteoporose."10

Para alterar a percepção dos hormônios pelo público e exonerar seus efeitos ameaçadores sobre a vida, foi preciso criar algumas pré-condições: a gravidade da osteoporose tinha de ser imposta; as mulheres precisavam compreender que ela era a "sua" doença; a menopausa tinha de ser definida como causa principal; e as mulheres tinham de considerar trivial o risco de câncer, quando comparado aos benefícios.

Na literatura médica, a osteoporose era originalmente considerada um problema dos ossos, e não das mulheres. Examinando-se as fraturas de quadril em termos de efeitos sobre o indivíduo e custos para o país, os homens têm metade das fraturas das mulheres e maior probabilidade que as mulheres de morrer em decorrência delas. Mas pouco se fala sobre homens e osteoporose. O "fator masculino" foi intencionalmente deixado de lado porque não se ajustava à redefinição do mal como doença feminina causada por falta de estrogênio. Esta estratégia foi necessária para promover a TRH.

Para conseguir isso, a Ayerst contratou uma grande empresa de relações públicas para vender a osteoporose. Eles tinham muito trabalho a fazer. Foi lançada uma grande campanha publicitária dirigida às revistas femininas. Médicos especialistas foram enviados para pregar o evangelho da TRH e da osteoporose em programas de rádio e televisão. Trabalhadores da saúde foram alistados para passar a mensagem a médicos e consumidores. Uma velha desfigurada, corcunda e curvada, foi o símbolo da tática de choque da campanha, e conseguiu instilar o medo no coração das mulheres. Comentários como "A invalidez que a osteoporose pode causar é muito mais grave que o suposto risco de câncer do endométrio"11 e "Mesmo que você tome estrogênio sem progesterona, tem 15 vezes mais chance de morrer de fratura de quadril que de câncer do endométrio"12 foram usadas para seduzir as mulheres a voltar aos hormônios.

A campanha inspirada pela indústria farmacêutica para revender o estrogênio com uma imagem mais limpa foi espantosamente bem sucedida. Sandra Coney observa: "Na década de 90, é total a reorientação da osteoporose como doença feminina. Hoje é obrigatório incluir a osteoporose como "sintoma" importante em qualquer discussão da menopausa. Ao convencer o público e os médicos de que a osteoporose é um distúrbio incapacitante e 'assassino' e que o estrogênio é a única cura, a TRH imbuiu-se de um tipo de santidade. A TRH oferece a salvação onde ela não existe, resgatando as mulheres de um destino impensável de velhas caducas e deformadas. Em vista disso, como alguém seria ingrato a ponto de levantar a questão do risco?"13

O bom senso foi jogado pela janela no caso da terapia hormonal. Não houve discussão da sabedoria ou da ética de medicar um número imenso de mulheres saudáveis e assintomáticas com drogas à base de estrogênio, reconhecidas entre "as drogas mais potentes da farmacopéia"14. O fato de que este enfoque jamais fora recomendado para nenhum outro remédio ou para a prevenção de nenhuma outra doença não tinha importância. A passagem da TRH de tratamento a terapia preventiva de longo prazo aconteceu sem debate ou justificativa.

A osteoporose tornou-se um tema de alto nível porque vende coisas. Além de ressuscitar a TRH e garantir sua posição de frente no conjunto de tratamentos, a indústria de laticínios e as empresas farmacêuticas que produzem suplementos de cálcio pegaram carona no trem da osteoporose. A osteoporose atendia a vários interesses. Veio em socorro da indústria de laticínios numa época em que as vendas caíam por causa da ansiedade das pessoas quanto ao consumo de alimentos que contivessem gorduras saturadas. Foi adicionado cálcio ao leite desnatado, transformando assim o leite num produto que poderia ser vendido como saudável - como prevenção da osteoporose. Alertaram às mulheres que seus ossos ficariam quebradiços caso não tomassem cálcio a mais com os novos laticínios fortificados15.

Os fabricantes de suplementos de cálcio também alegaram que seus produtos poderiam impedir a perda óssea, apesar do fato de não existir provas absolutas de que isto seja verdade. Em 1986, os consumidores americanos gastaram 166 milhões de dólares com suplementos de cálcio. Antes da mania do cálcio, e contribuindo para ela, o National Institute of Health (Instituto Nacional da Saúde, ou NIH) dos Estados Unidos recomendou, em 1985, que as mulheres aumentasse sua ingestão diária de cálcio. Em 1989, o NIH avisava que os promotores do cálcio "prometem mais cálcio do que vendem"16.

OSSOS A OLHO NU

Para compreender os muitos mitos sobre a osteoporose e os tratamentosrecomendados, é vital entender a natureza dos ossos. O osso é umtecido vivo que sofre transformações constantes. Pode parecerestático, mas seus componentes básicos renovam-se continuamente. Aqualquer momento, em todos nós, há de 1 a 10 milhões de pontos ondepequenos segmentos de osso velho se dissolvem e cria-se osso novo parasubstituí-los. O tecido ósseo é nutrido e desintoxicado por vasossangüíneos em trocas constantes com o corpo todo17. Um corpo saudávelgarante ossos saudáveis.As células que formam os ossos são de dois tipos: osteoclastos eosteoblastos. A tarefa dos osteoclastos é viajar pelo osso em busca deosso velho que precise ser renovado. Os osteoclastos dissolvem o ossoe deixam para trás minúsculos espaços vazios. Então, os osteoblastosvão ocupar estes espaços para construir novo osso. Desta forma, o ossocura-se e renova-se a si mesmo num processo chamado de "remodelamento". Esta capacidade de consertar-se é extremamente importante. O desequilíbrio do remodelamento ósseo contribui para a osteoporose.

Quando se destrói mais osso velho do que se constrói osso novo,acontece a perda óssea.A troca dos ossos nunca pára completamente. Na verdade, depois dos 50anos a taxa aumenta, embora não seja bem coordenada. As células quefabricam osso, os osteoblastos, tornam-se cada vez menos capazes depreencher completamente os espaços abertos pelos osteoclastos18. Aquantidade máxima inicial de osso e a taxa de perdas determinam adensidade de nossos ossos. A densidade varia muito entre osindivíduos, culturas, raças e sexos.Como explica a dra. Susan Love, autora de Dr Susan Love's Hormone Book(O livro dos hormônios da dra. Susan Love): "... o termo correto parabaixa densidade óssea é 'osteopenia'. É apenas um dos fatores da osteoporose e das fraturas dela resultantes. Outro fator é amicro-arquitetura do osso. Quando os osteoclastos absorvem mais ossodo que se refaz, a micro-arquitetura torna-se frágil. Com oenfraquecimento, o pulso e o quadril tornam-se mais vulneráveis afraturas. Na verdade, suas vértebras não são fraturadas ou quebradas,mas sim desfeitas, causando perda de altura e, caso se esmaguemvértebras suficientes, surge uma corcunda."19

Até que ponto é real a "síndrome da corcunda"? Segundo o dr. BruceEttinger, endocrinologista e professor assistente de clínica médica na Universidade da Califórnia: "... as mulheres não deveriam preocupar-secom a osteoporose. A osteoporose que causa dor e invalidez é umadoença muito rara. Só 5% a 7% das pessoas de 70 anos apresentamcolapso vertebral; só metade dessas terão duas vértebras envolvidas; etalvez um quinto ou um sexto apresentarão sintomas. Tenho uma longaprática e pouquíssimos pacientes curvados. Tem havido muitobla-bla-blá ultimamente, um monte de mulheres preocupadas e um excessode exames e receitas de remédios."20A definição médica de osteoporose costumava ser "fraturas causadas porossos pouco densos".

Mais recentemente ela foi redefinida como "doençacaracterizada por reduzida massa óssea e deterioraçãomicro-arquitetônica do tecido ósseo que leva a fragilidade ósseacrescente e conseqüente aumento do risco de fraturas"21. Contudo, háum problema na definição de osteoporose como doença e não comofratura. A massa óssea reduzida é apenas um fator de risco daosteoporose, e não a osteoporose propriamente dita. É um sinal dealerta que pode ser útil para que você comece a pensar em maneiras deimpedir a ocorrência da doença. A dra. Love apresenta uma anologianotável: "É como definir a doença coronariana como nível elevado decolesterol em vez de enfarte do miocárdio. Não é preciso dizer queesta nova definição aumentou o número de mulheres e homens que sofremde osteoporose."22

Embora a nova doença tenha dois componentes, a massa óssea e amicro-arquitetura, esta última é praticamente ignorada. O problema éque, hoje em dia, somente a densidade óssea pode ser medida. Alémdisso, nem todo mundo com baixa densidade óssea sofrerá fraturas. Porexemplo, as mulheres asiáticas têm baixa densidade óssea, mas taxa baixíssima de fraturas.A suposição generalizada tem sido que, quando o osso chega a certonível de porosidade, torna-se mais sujeito a fraturas. Agora que seconhece melhor a fisiologia óssea, fica claro que isso não é tudo. O osso não se quebra somente por causa da porosidade. Especialista importante em ossos e autora de Better Bones, Better Body (Ossosmelhores, corpo melhor), Susan E. Brown, PhD, afirma: "A osteoporosesozinha não causa fraturas ósseas. Isso é documentado pelo simplesfato de que metade da população com ossos osteoporóticos nunca sofrefraturas."23

Lawrence Melton, da Clínica Mayo, observou já em 1988: "A osteoporosesozinha pode não ser suficiente para produzir tais fraturasosteoporóticas, já que muitos indivíduos nunca sofrem fraturas mesmonos subgrupos de densidade óssea mais baixa. A maioria das mulherescom mais de 65 anos e dos homens com mais de 75 perderam ossosuficiente para colocá-los sob risco significativo de osteoporose, masainda assim muitos nunca têm fratura alguma. Aos 80 anos, praticamentetodas as mulheres dos Estados Unidos são osteoporóticas segundo adensidade óssea do quadril, mas por ano apenas um pequeno percentualdelas sofre fraturas de quadril."24

Por que hoje parece haver mais mulheres com osteoporose do que nopassado? Como explica a dra. Love: "... parte deste aumento nada maisé do que mudança de definição... Não é preciso dizer que quanto maisamplos os critérios usados para definir a osteoporose mais mulheresficarão nesta categoria. O nível de densidade óssea que define aosteoporose foi colocado bem alto, resultando que a maioria dasmulheres mais velhas ficará na categoria de "doença" - o que é ótimopara os que estão no negócio de tratamento de doenças."25

AS CAUSAS MÍTICAS DA OSTEOPOROSE

Há muitas culturas no mundo em que as mulheres, depois da menopausa,têm boas condições físicas e são ativas e saudáveis até o fim da vida.Também é verdade que as mulheres destas culturas não sofrem deosteoporose. Se a menopausa sozinha fosse na verdade uma das causas daosteoporose, todas as mulheres do mundo estariam inválidas por causade fraturas. É claro que este não é o caso.As mulheres maias vivem 30 anos depois da menopausa mas não contraemosteoporose, não perdem altura, não desenvolvem corcundas e seus ossosnão quebram.

Uma equipe de pesquisadores analisou seus níveishormonais e densidade óssea e descobriu que seu nível de estrogênionão era mais alto que o das mulheres americanas brancas - e em algunscasos era ainda mais baixo. Os testes de densidade óssea mostraram quea perda óssea ocorria nestas mulheres no mesmo ritmo que em suascolegas americanas26.Costumava-se pensar que todas as mulheres sofriam um decréscimoconsiderável dos ossos por causa do baixo nível de estrogênio namenopausa, e assim se disse que a deficiência de estrogênio era acausa da osteoporose. O prosseguimento das pesquisas desautorizou estaidéia. Os estudos que acompanharam a densidade óssea de mulheres nodecorrer do tempo mostraram que, embora algumas mulheres percam muitoosso na menopausa, outras perdem pouco; e também, que algumas perdascomeçam mais cedo27.

Um dos estudos, que usou exames de urina paramedir a perda de cálcio, descobriu que algumas mulheres são"eliminadoras rápidas" enquanto outras são "eliminadoras normais".Se a osteoporose deve-se à deficiência de estrogênio, deveríamosencontrar níveis de estrogênio mais baixos nas mulheres comosteoporose do que nas que não apresentam a doença. No entanto, osestudos mostraram que o nível de hormônio sexual depois da menopausa ésemelhante em mulheres com ou sem osteoporose28.A dra. Susan Brown comenta: "Mesmo nos Estados Unidos, onde aosteoporose é comum, muitas mulheres mais velhas mantêm-se livres dadoença. Além disso, as taxas mais altas de osteoporose entre os homense mais baixas entre as mulheres de algumas culturas não sustenta anoção de que a perda óssea excessiva se deva ao declínio da produçãoovariana de estrogênio. E para acrescentar mais uma dimensão,descobrimos que mulheres vegetarianas tem nível sérico mais baixo deestrogênio mas densidade óssea mais elevada que mulheres carnívoras."29

Obviamente, dizer que a osteoporose é uma doença isolada e inevitávelque ocorre em todas as mulheres na menopausa é uma simplificaçãogrosseira. A mulher que remove os ovários cirurgicamente tem o dobrode perda óssea da mulher que passa pela menopausa natural. Como osovários continuam a produzir outros hormônios que não o estrogêniodepois da menopausa, fica óbvio que o estrogênio é apenas um dosfatores relacionados à perda óssea.A dra. Jerilynn Prior, professora de endocrinologia da Universidade daColúmbia Britânica, realizou pesquisas que contradizem seriamente opapel-chave do estrogênio na prevenção da perda óssea. Sua pesquisaconfirma que o papel do estrogênio no combate à osteoporose é muitopequeno. Em seu estudo com mulheres atletas, ela descobriu que aosteoporose acontecia quando as atletas se tornavam deficientes emprogesterona, ainda que seu nível de estrogênio continuasse normal. A dra. Prior continuou a pesquisa com mulheres não atletas, e obteve omesmo resultado.

Embora ambos os grupos de mulheres menstruassem,tinham ciclos anovulatórios (não ovulavam), e, assim, deficiência deprogesterona. Como resultado de sua extensa pesquisa,ela confirmou quenão é o estrogênio, mas a progesterona que constitui o hormônio chaveda construção óssea. Tais estudos questionam seriamente o vínculoentre a deficiência de estrogênio e a osteoporose30.O dr. John Lee, médico, pesquisador e importante autoridade nostratamentos com hormônios naturais, realizou um estudo de três anos emque tratou com progesterona natural 63 mulheres já na menopausa. Elasmostraram um aumento de 7% a 8% da densidade óssea no primeiro ano, de4% a 5% no segundo ano e de 3% a 4% no terceiro ano. A descoberta foireforçada pelo dr. William Regelson, outro especialista em hormônios."Dado o fato de que 25% de todas as mulheres correm o risco dedesenvolver osteoporose, penso ser inconcebível que o papel daprogesterona nesta doença tenha sido negligenciado."31.

Embora o estrogênio tenha papel importante e complexo na manutenção dasaúde dos ossos, a osteoporose não pode simplesmente ser atribuída aonível baixo de estrogênio que ocorre na menopausa. Numerosos fatores dietéticos, cotidianos e endócrinos contribuem para o desenvolvimentoda perda excessiva de tecido ósseo. A osteoporose não é produzida simplesmente pela falta de um único hormônio.A intenção de transformar a menopausa e a deficiência de estrogênionas principais causas da osteoporose deu à TRH nova legitimidade comotratamento preventivo de longo prazo desta doença. Ainda que se tenha provado que o estrogênio tem alguma eficácia no retardamento da taxade perda óssea por reduzir o ritmo em que as céluas ósseas sãoreabsorvidas, ele não pode reconstruir o osso.

Infelizmente, este benefício não atinge todas as mulheres. Para ter alguma eficácia nasmulheres em maior risco após a menopausa - as que têm 70 anos oumais - elas deveriam tomar estrogênio continuamente durante décadas.Este, então, torna-se um dilema bastante sério para as elas. Sabe-sehoje que a TRH aumenta o risco de câncer de mama em 10% ao ano paracada ano de uso. Dez anos de TRH aumentam o risco em 100%32. É óbvioque os numerosos riscos da TRH ultrapassam em muito os efeitosbenéficos bastante limitados para os ossos, principalmente quanto hátantas alternativas mais seguras e eficazes. O aumento do risco de umadoença mortal vale realmente a pena?

O MITO DA DEFICIÊNCIA DE CÁLCIO

Quando perguntamos as causas da osteoporose, a maioria das pessoasrepetirá: "falta de cálcio". Esta idéia é reforçada todos os diasquando se lembra às mulheres que tomem seus três copos de leite pordia e seus suplementos de cálcio. Mesmo mulheres jovens, saudáveis enão osteoporóticas andam paranóicas com a perda potencial de massaóssea e tomam precauções para aumentar a força de seus ossos combastante cálcio. O medo de cálcio insuficiente tornou-se obsessãonacional. Há mesmo um déficit nacional de cálcio?Como o osso é composto em grande parte de cálcio, parece lógicovincular a ingestão de cálcio à saúde dos ossos. As mulheresocidentais são hoje encorajadas a consumir pelo menos 1.000 a 1.500 mgde cálcio por dia. No entanto é curioso que os dados de outrasculturas mostrem clarramente que, em países menos desenvolvidos, ondeas pessoas consomem pouco ou nenhum laticínio e ingerem menos cálciono total, há taxas muito mais baixas de osteoporose33.Os bantus da África têm a taxa mais baixa de osteoporose de todas asculturas, mas consomem apenas de 175mg a 476mg de cálcio por dia.

Os japoneses ingerem em média 540mg por dia, mas as fraturas vertebraisda pós-menopausa tão comuns no Ocidente são quase desconhecidas noJapão. No total, sua taxa de fratura vertebral é metade da dos EstadosUnidos. Tudo isso é verdade, embora os japoneses tenham uma dasexpectativas de vida mais longa dentre todos os povos. Estudos depopulações da China, Gâmbia, Ceilão, Suriname, Peru e outras culturasapresentam descobertas semelhantes de baixa ingestão de cálcio e taxasreduzidas de osteoporose34. O antropólogo Stanley Garn, que estudou aperda óssea durante um período de 50 anos em povos do norte e docentro da África, não conseguiu encontrar relação entre a ingestão decálcio e a perda óssea35.Embora todos concordem que a ingestão adequada de cálcio sejaabsolutamente necessária para o desenvolvimento e a manutenção deossos saudáveis, não há padrão de ingestão ideal de cálcio. Tambémfica óbvio em todos esses estudos que a ingestão elevada de cálcio nãoé necessária para se ter ossos saudáveis.Há, certamente, um problema com a saúde óssea nas culturas ocidentais.No entanto, outros fatores vitais que determinam o processo complexoda saúde óssea devem ser compreendidos.

Os ossos são afetados pela ingestão de outros nutrientes constitutivos dos ossos, pelo consumo desubstâncias potencialmente prejucidiais como o excesso de proteínas, osal, a gordura saturada e o açúcar; pelo uso de algumas drogas,álcool, cafeína e tabaco; pelo nível de exercícios físicos; pelaexposição ao sol e a toxinas ambientais; pelo impacto do estresse;pela remoção dos ovários e do útero; e por muitos fatores que limitamo funcionamento das glândulas endócrinas.Há pelo menos 18 nutrientes fundamentais na construção óssea,essenciais para a saúde ótima dos ossos. Se a dieta de alguém fordeficiente em qualquer destes nutrientes, os ossos sofrerão. Entreeles, estão fósforo, magnésio, manganês, zinco, cobre, boro, silício,flúor, vitaminas A, C, D, B6, B12, K, ácido fólico, ácidos graxosessenciais e proteínas.

O corpo só usa os sais minerais quando estão no equilíbrio correto.Por exemplo, meninas que consomem dietas ricas em carne, refrigerantese alimentos industrializados com alto teor de fósforo apresentam perdaalarmante de massa óssea36. A proporção elevada demais de fósforo emrelação ao cálcio provocará a retirada de cálcio dos ossos paracompensar.As provas científicas demonstram sem sombra de dúvida que, sozinhos,os suplementos de cálcio simplesmente não funcionam37. E ao contrário do pensamento popular, a suplementação com cálcio não reduz o risco defraturas. Há hoje provas de que um nível elevado de suplementação comcálcio está na verdade associado a um aumento de 50% do risco defraturas38.

Contudo, ainda assim, não há prova de que o aumento deingestão de cálcio depois da menopausa, por meio de suplementos ou dadieta, impeça fraturas. Na verdade, vários estudos indicam que issonão parece reduzir de forma alguma a incidência de fraturas. No númerode agosto de 1978 da revista Science afirmou-se que "o vínculo entrecálcio e osteoporose foi feito com bases insuficientes" e que osanunciantes estava muito à frente das provas científicas. Mas umadieta rica em cálcio na primeira infância e os anos anteriores àmenopausa realmente fortalece os ossos, reduzindo o risco de suaporosidade depois da menopausa.Os piores suplementos de cálcio são farinha de osso, conchas edolomita, porque não podem ser absorvidos com eficiência e talvezcontenham chumbo. A ingestão excessiva de cálcio também causa prisãode ventre e, pior, pedras nos rins e calcificação das articulações.

A forma mais eficiente de suplementação é a hidroxiapatita(principalmente se for formulada com boro). Este é o suplemento decálcio mais natural e um alimento completo para os ossos39.E quanto aos laticínios? O dr. Michael Colgan, conhecido pequisador danutrição, escritor e fundador do Instituto Colgan nos Estados Unidos,disse: "O conselho médico de tomar leite para impedir a osteoporose éum total papo furado." Depois de tudo o que nos ensinaram, é chocantedescobrir que os laticínios contribuem para a perda óssea. Os paísesque consomem maior quantidade de laticínios também apresentam as taxasmais altas de osteoporose; os países que não consomem laticínios têmas taxas mais baixas de osteoporose.

Na sabedoria do corpo, a prioridade máxima é manter o equilíbrioapropriado entre ácidos e bases no sangue. Uma dieta rica em proteínasda carne e dos laticínios apresenta alto risco de osteoporose porquetorna o sangue muito ácido. O cálcio, então, precisa ser extraído dosossos para restaurar o equilíbrio correto. Como o cálcio do sangue éusado por todas as células do corpo para manter sua integridade, oorganismo sacrifica o cálcio dos ossos para manter a homeostase.Num estudo de um ano de duração com 22 mulheres que já haviam passadopela menopausa, não houve melhora significativa do nível de cálcioquando sua dieta foi suplementada diaramente com três copos de 300mlde leite magro (equivalente a 1.500 mg de cálcio). Os autoresafirmaram que este resultado deveu-se ao "aumento médio de 30% daingestão de proteínas durante a suplementação com leite." Como o leitemagro contém quase o dobro de proteínas do leite integral, promove umataxa ainda maior de eliminação de cálcio.Num estudo de doze anos recentemente publicado, com quase 78.000mulheres, concluiu-se que o consumo de leite não protege de fraturasde quadril ou antebraço. Na verdade mulheres que tomam leiteapresentaram risco significativamente ampliado de fratura e o consumode leite na adolescência não protegeu da osteoporose41.

Ainda há outros problemas nos laticínios. Eles contêm antibióticos,hormônios estrogênicos, inseticidas e uma enzima que é fator conhecidodo câncer de mama. Além disso, outro estudo recente revelou que asmulheres com intolerância à lactose que bebiam leite apresentavamrisco maior de câncer de ovário e infertilidade42.

O ENGODO DAS DROGAS QUE FORMAM OSSOS

As empresas farmacêuticas propagandeiam mais outra arma em seu arsenalcontra a osteoporose: remédios que prometem deter a perda óssea. Umadas drogas preferidas é o Fosamax, único remédio não hormonal aprovadopela FDA norte-americana para o tratamento da osteoporose. Estudossobre esta droga foram espertamente interrompidos depois de quatro aseis anos. É justamente este o ponto em que a taxa de fraturas demulheres que tomam drogas semelhantes começa a crescer. Assim, emborao Fosamax pareça à primeira vista aumentar a densidade óssea, naverdade ele reduz a resistência dos ossos. O Fosamax é um venenometabólico que, na verdade, mata os osteoclastos necessários paramanter o equilíbrio dinâmico dos ossos.

Além disso, ele pode causar danos severos e permanentes ao esôfago e ao estômago. Também sobrecarrega os rins e pode provocar diarréia, flatulência, urticária,dores de cabeça e dores musculares. Ratos que receberam dosagenselevadas desenvolveram tumores da tireóide e das supra-renais. OFosamax também causa deficiências de cálcio, magnésio e vitamina D,essenciais para o processo de construção óssea44.

PARA CONSTRUIR OSSOS SAUDÁVEIS

Está claro que os tratamentos mais recomendados às mulheres pelosmédicos - TRH, suplementos de cálcio, laticínios e remédios - comcerteza beneficiaram principalmente a sociedade médica e a indústriafarmacêutica. O benefício real a longo prazo para as mulheres émínimo, na melhor das hipóteses, e, na pior delas, uma ameaça à vida.Por sorte há outras opções capazes não só de prevenir o crescimento dadeterioração da densidade óssea e a má cicatrização óssea como tambémaumentar a massa óssea de mulheres de todas as idades.

Segundo a dra.Susan Brown, as seis áreas de intervenção que formam o programa maisvigoroso e confiável para a construção e manutenção dos ossos incluem:maximizar a ingestão de nutrientes, aumentar o vigor digestivo,minimizar a ingestão de antinutrientes, exercitar-se (principalmentecom pesos), desenvolver uma dieta alcalina e promover a vitalidadeendócrina. Ela acredita que "não importa onde você está na evolução dasaúde óssea, não importa qual foi o seu estilo de vida; nunca é tardedemais para começar a reconstruir ossos saudáveis."45Algumas das principais linhas-guia para prevenir a perda de massaóssea, detê-la ou restaurá-la incluem a suplementação com progesteronanatural, hidroxiapaptite, citrato de cálcio ou fórmulas herbáceaschinesas Na hora de garantir ossos saudáveis, é importante lembrarque não vale apenas o que se põe para dentro do corpo, mas também oque não se põe.Cada vez mais estudos corroboram os efeitos extremamente benéficos deum programa de exercídios regulares com pesos para aumentar adensidade óssea das mulheres depois da menopausa.

A tendência vitalícia da mulher a fazer regime para emagrecer tem sido causa nãoreconhecida de perda óssea. Pelo menos sete estudos bem controladosdemonstraram que, quando uma mulher faz regime e perde peso, tambémperde osso. Um estudo recente descobriu que, em menos de 22 meses,mulheres que se exercitavam três vezes por semana aumentaram suadensidade óssea em 5,2%, enquanto mulheres sedentárias perderam1,2%46. O treinamento eficaz inclui exercícios como subir ladeiras,pedalar em marcha pesada, subir escada e exercitar-se com pesos.A osteoporose não é uma doença do envelhecimento nem uma deficiênciade estrogênio ou cálcio, mas uma doença degenerativa da culturaocidental. Nós a causamos em nós mesmos por meio dos maus hábitosalimentares, do estilo de vida e da exposição a drogas farmacêuticas.Foi nossa ignorância que nos deixou vulneráveis aos interesses ocultosque distorceram intencionalmente os fatos e sacrificaram de bom gradoa saúde de milhões de mulheres no altar do lucro e da ganância. Só comnossa disposição de assumir a responsabilidade por nossos corpos e denos dedicarmos a voltar a uma forma de vida saudável e equilibrada éque seremos capazes de andar eretos e fortes pelo resto da vida.

Sobre a autora: Sherrill Sellman é autora de Hormone Heresy: What Women MUST KnowAbout Their Hormones (Heresia hormonal: o que as mulheres DEVEM sabersobre seus hormônios). Devido à grande demanda de aconselhamento quanoà saúde hormonal e alternativas hormonais naturais por parte demulheres de toda a Austrália e para referência de profissionais desaúde interessados, Sherrill fundou o Serviço de Aconselhamento e Referência sobre Saúde Hormonal Natural. Desde 16 de novembro de 1998o serviço está disponível pelo telefone 1902 211 191 (na Austrália).

http://www.vegetarianismo.com.br/sitio/index.php?option=com_content&task=view&id=102&Itemid=32



Notas:

1. Royal Australasian College of Physicians, Grupo de Trabalho sobreOsteoporose, relatório, 1991.
2. USA Health Facts, www.MedicineNet.com, p. 1.
3. Agência de notícias Reuters, 5 de novembro de 1996.
4. Transcrição de entrevista coletiva à imprensa de Robert Cohen, 10de junho de 1998, website .
5. Coney, Sandra, The Menopause Industry, Spinifex, Victoria,Austrália, 1993, p. 163.
6. op. cit., p. 164.7. Ziel, H. e W. Finkle (1975), "Increased risk of endometrialcarcinoma among users of conjugated estrogen", New England Journal ofMedicine 293:1167-70.8. Coney, op. cit., p. 165.9. Donaldson, Angela, "Oestrogen: the menopause miracle", Woman's Day,Nova Zelândia, 10 de fevereiro de 1991, pp. 28-29.10. Coney, op. cit., p. 169.11. Resnick, N. e S. Greenspan (1989), "Senile osteoporosisreconsidered", JAMA 261(7):1025-29.12. Hutchinson, T., S. Polansky e A. Feinstein (1979),"Post-menopausal estrogens protect against fractures of hip and distalradius: a case control study", Lancet 2:705-9.13. Coney, op. cit., p. 171.14. Salhanic, H. A. (1974), "Pros and cons of estrogen therapy forgynecologic conditions", in Controversy in Obstetrics and Gynecology(D. Reid e C. D. Christian, eds.), Saunders, Filadélfia, pp. 801-08.15. Bonn D., "HRT and the Media", palestra apresentada na Women'sHealth Concern Conference, Cardiff, 31 de maio de 1989.16. Stevenson, J., "Osteoporosis: the silent epidemic", Update, 1 deagosto de 1986, pp. 211-16.17. Frost, H. (1985), "The pathomechanics of osteoporosis", Clin.Orthop. 200:198-225.18. Love, Susan, MD, Dr Susan Love's Hormone Book, Random House, NovaYork, 1997, p. 77.19. ibid.20. Coney, op. cit., p. 107.21. Consensus Development Conference, "Prophylaxis and treatment ofosteoporosis", Conference Report, Am. J. Med. 1991:107-110.22. Love, op. cit., p. 79.23. Brown, Susan, PhD, Better Bones, Better Body, Keats Publishing,Connecticut, USA, 1996, p. 38.24. ibid.25. Love, op. cit., p. 83.26. op. cit., p. 85.27. ibid.28. Riggs, B. e L. Melton, "Involutional Osteoporosis" (1986), NewEngland Journal of Medicine 26:1676-86.29. Brown, op. cit., p. 66.30. Sellman, Sherrill, Hormone Heresy: What Women MUST Know AboutTheir Hormones, GetWell International, Havaí, 1998 (ed.norte-americana), p. 125.31. ibid.32. Colditz, G. A. (1998), "Relationships between estrogen levels, useof hormone replacement therapy and breast cancer", J. NCI90(11):814-823.33. Melton, L. e B. Riggs, "Epidemiology of Age-related Fractures", emThe Osteoporotic Syndrome: Detection, Prevention and Treatment (L.Avioli, ed.), Grune & Stratton, Nova York, 1983, pp. 43-72.34. Brown, op. cit., p. 62-63.35. Garn, S., "Nutrition and bone loss: introductory remarks", Fed.Proc., nov-dez 1976, p. 1716.36. Brown, op. cit., p. 126.37. Colgan, M., dr., The New Nutrition, Apple Publishing, Canadá,1995, p. 62.38. Website de Robert Cohen, .39. Beckham, Nancy, Natural Therapies for Menopause and Osteoporosis,publicado por Nancy Beckham, NSW, Austrália, 1997, p. 56.40. Cottrell, M. e N. Mead, "Osteoporosis and the Calcium Craze",Australian Wellbeing, nº. 57, 1994, pp. 70-75.41. Fesknanich, D., W. C. Willet, M. Stamfer e G. A. Colditz (1997),"Milk, dietary calcium and bone fractures in women: a 12-yearprospective study", Am. J. Public Health 87:992-997.42. Coney, op. cit., p. 60.43. Health News You Can Use, boletim, nº. 60, 2 de agosto de 1998;website .44. The John R. Lee, MD, Medical Letter, julho de 1998.45. Brown, op. cit., p. 219.46. Nelson, M., PhD, Strong Women Stay Slim, Lothian, Melbourne,Austrália, 1998, p. 10.




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MAIS SITES PARA PESQUISAR INFORMAÇÃO:

http://www.centrovegetariano.org/Article-466-Excluir%2Bo%2Bleite%2Bde%2Bvaca%2Bvs%2BCar%25EAncia%2Bde%2Bc%25E1lcio.html
http://www.milksucks.com/index2.asp
www.MedicineNet.com
www.notmilk.com
www.DumpDairy.com
www.PCRM.org
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www.drmcdougall.com

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